Oi pessoas lindas, hoje sentir vontade de vim conversar um pouquinho com vcs aqui no meu velho "cantinho".
Será que minhas 'seguidoras' ainda lembram de mim? Será que ainda lembram do meu blog? Espero que sim, pois estou sentindo a necessidade de voltar a postar... Mesmo que não lembrem mais de mim, mesmo que não leiam mais, voltarei a postar... Pois postar aqui o meu dia a dia, me ajudou muito no meu processo de emagrecimento.
Levei +/- 1 ano para emagrecer 10k e desses 10, 6k eu devo as postagens aqui no blog... As motivações e incentivo das meninas... os outros 4k foi com a Dukan.
Falando-se em Dukan, eu meio que desistir... Não sei, para mim meio que não ta funcionando muito... Vejo meninas no grupo que participo, com 3 meses perder mais de 15/20k e eu eliminei só 4k... Estava praticamente passando fome e nada... Empaquei e vi que é uma forma/método que não conseguirei seguir para a vida toda... Marido seguiu uns dias comigo... em 15 dias perdeu quase 8k... Mas ai ele cansou tb de comer só queijo e carne rsrsrs... e reclamou que nunca mais tínhamos feito "uma comida decente" em casa...
Parei para analisar, dores de cabeça com frequência, queda de cabelo horrível, pensei que fosse ficar careca... Sem falar no cansaço que ainda sinto... Fraqueza, indisposição... Sono, sono, sono, sono e mais sono... Sem animo para nada...
Não estou falando mal da Dieta Dukan, quero deixar isso bem claro... Só estou dizendo que COMIGO NÃO FUNCIONOU... Ela é bem legal e tem receitas maravilhosas que irei adotar no meu dia a dia.
A Dukan não é bem nem uma dieta e sim um 'estilo de vida', mas que para mim não dar mais para seguir...
Estou voltando com a dupla R.A + A.F e pretendo seguir até o fim... Até chegar no meu peso ideal, manter até engravidar e depois da gravidez continuar para o resto da vida.
Bom... vou confessar aqui, que aderindo alguns alimentos que antes não eram permitidos na Dukan, como arroz integral, pão integral, feijão, frutas... ganhei alguns quilinhos :(... Sinto isso... infelizmente...
Esses dias pensei muitooooooooooooooooooooooooo... Pensei muiiitoooooooooooooooo mesmo e com a ajuda das minhas queridas amigas que tanto amo, Mariza e Aline... tou voltando com tudo...
Ainda tou elaborando um plano de exercícios físicos para fazer em casa mesmo... Queria ir para academia, mas ainda não posso ($$$), fiquei um pouco triste por isso, massssssssssssss parei e pensei: "Quantas e quantas pessoas tem ai que emagrecem horrores e que nem os pés na academia colocaram?" Eu mesma, perdi 10k malhando em casa e fazendo caminhada.... Então me desafiei a mostrar para EU mesma que posso sim chegar ao meu peso ideal sem ir na academia...
Tou aqui bolando algo pra fazer... quero intercalar caminhada/trote com o insanity e fechar 5 dias na semana... Qdo não ficar muito puxado vou tentar uma caminhadinha a beira mar aos domingo pela manhã...
Quanto a alimentação... quero montar um cardápio e já deixar-lo pronto para a semana toda, para que EU mesma não me sabote. Aceito sugestões ta?
Bom... acho que é isso...
Vou terminar de ajeitar tudo... e venho postar aqui...
Pra começar... Minhas refeições de ontem:
- Café da manhã: 1 copo de água gelada (bebi antes da foto) + 1 xic pequena de café com leite desnatado, adoçante e canela em pó. - Lanche da manhã: 1 barrinha de ceral da Sentir Bem de chocolate, cerais e ameixa... Muito bom. Pensem num coisa gostosa? Divino e super recomendo, quem comer vem aqui me dizer o que achou. - Almoço: 1 panqueca de frango com molho de tomate + 2 cl de arroz integral + 1 pedacinho de frigideira de soja. - Lanche da tarde: 2 cookie de aveia com passas da Quaker. Outra coisaaaaaaaaaa divininha... delicinha... adorei e super indico tb. - Jantar: Não teve, fiquei com uma baita azia ontem e chupei só melão na casa de sogra e nem tirei foto.
Há......................... deixa eu contar...
Domingo foi niver de 2 aninhos do filho de um primo e lá fui eu bem linda... Hehehehehe...
Mas uma vez, vários elogios... Logo no domingo que acordei me sentindo inchada e a maior gorda :D
Foi ai que parei para refletir... Conseguir eliminar 10k e fiquei feliz da vida... Abandonei a Dukan e dei uma relaxadinha... sentir que ganhei peso... agora que tava seguindo firme, vou abandonar? Relaxar? Dar pra trás? NÃO!!! Não posso e nem devo fazer isso comigo... Preciso seguir em frente e chegar ao meu objetivo...
Segue fotinha do domingo.
Genteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee... Os kg que ganhei já tratei de mandar embora. Hehehehe...
Em 7 dias de "Ataque" eliminei -2,900kg. Huhuhuhuh...
Pode parecer pouco mais para mim tá ótimo...
Agora já posso comer alguns legumes, verduras (Nunca desejei tanto uma folhinha de alface. Rsrs), iogurte com frutas, o poleguinho q eu tava comendo e não podia, posso comer receita com creme de leite, amido de milho, LEITE CONDENSADO LIGHT... Hehehehe..
Já tenho varias receitinhas para a nova fase.
Rumo a fase Cruzeiro...
Meu final de semana foi legal e deu pra segurar direitinho... Segue o que comi...
Sexta - 19.07.13
Café da manhã: Pão dukan com peito de peru e 1 xic de café com leite desnatado e canela.
Não teve lanche da manhã pq me sentir satisfeita.
Almoço: 2 sobrecoxa de frango assada.
Meia horinha depois Chá verde.
Lanche da tarde: 1 rolinho de peito de peru e queijo minas.
Jantar: 1 ovo frito no microondas com 1 fatia de peito de peru, 1 fatia de queijo mussarela e 1 cl de requeijão cremoso 0% gordura.
Sábado - 20.07.13
Café da manhã: 1 pão dukan com queijo minas e requeijão cremoso 0% gordura.
Não teve lanche da manhã
Almoço: 1 omelete de claras com kani, frango desfiado e cream chese (acho q esse não podia :( )
Sobremesa: Gelatina colorida.
Lanche da tarde: 1 fatia de queijo
Jantar: Frango desfiado com molho de hot-dog (acho q não podia tb) e 1 cl de sobremesa de Kani.
Gelatina coloridaaaaaa que eu tava doidinha pra fazer... Ficou uma diliciaaaaaaa.... :D
Domingo - 21.07.13
Acordamos tarde e fomos almoçar na sogra. Não tomei café da manhã.
Chegando na sogra. BOMBA, Desastre... O Almoço era lasanhaaaaaaaa...
Socorro meu Deus o que faço?
Tem ovo ai sogrinha? Opa... Cozinhei 2 zoiudo e peguei um pedacinho da lasanha... hehehehe... Pena q esqueci meu celular em casa pra mostrar a bagunça q ficou meu prato... Eu abri a lasanha toda e comi o queijo meio derretido né? O presunto e o molho da lasanha q era de frango... Sair catando tudoooooooooooooo... O povo ficou olhando pra minha cara. Por mim (tou balançando os ombros) só tive apoio do meu cunhadinho lindo q malha e disse q tou certa, se não é pra comer não come... Heheheh...
No lanche da tarde comi gelatina e no jantar comi 1/2 pão dukan com café com leite... O pão ficou tão molinho que nem acrescentei mais nada...
Bom e assim encerrei a Fase Ataque e mais um final de semana...
Oi gentenn lindaaaaaaaaaaaaaaaaa...
Td bem com vcs?
Há, triste viu? Ninguém vem mais me visitar aqui né? Tá bom... Tem nada não... Vou postando mesmo assimmm...
Rsrsrs...
Meninas, tou no meu 4° dia de Dukan e muito feliz viu? Já tou colhendo bons resultados...
Vou seguir na fase Ataque até o domingo... Não resistir e me pesei ontem e quase morro com o resultado...
Mas só conto na segunda... Pois quero ver o saldo desses 7 dias.
Não fiz o Insanity nesses dias, pq sentir leve dor de cabeça dai não quis força e pelas especialistas de plantão, fui aconselhada a não força muito com A.F nessa fase. Então na segunda tem A.F Sim Senhor!!!
Cometi uns errinhos de nada, mas nada que não me fizesse perder peso.
Vamos aos cardápios...
Terça - 16.07.2013
Café da manhã: 1 rolinho de queijo e presunto com 1 xic de café com leite desnatado e adoçante.
Lanche da manhã: 1 polenguinho light. Esse foi o erro. Pq nessa primeira fase não pode esse queijo. :(
Almoço: 1 bisteca pequena + 2 omeletes. Na foto tem 4 pedaços pq dividir no meio para parecer que tinha mais. Hehe...
Chá verde após o almoço
Lanche da tarde: 1 rolinho de queijo e presunto (sem foto)
Jantar: Omelete de forno
Ceia: Gelatina diet de morango
Gente esse foi o 1° omelete de minha vidaaaa...
Fiz a receita normal de omelete mesmo, e levei no forno e o recheio coloquei presunto e peito de peru...
Ficou uma deliciaaaa...
Quarta 17.07.2013
Café da manhã: 1/2 pão dukan (que eu fiz) com 1 pedacinho de omelete e uma xic de café com leite e adoçante.
Lanche da manhã não teve. Fiquei satisfeita e cheia com o pão.
Almoço: 2 omeletes grandes de carne com camarão seco.
Lanche da tarde: 1 rolinho de peito de peru e queijo. (Sem foto)
Jantar: Omelete e café com leite.
Ceia: O resto da gelatina. :D
Meu pãozinho Dukan.
Ficou divino viu?
Sacia que é uma beleza...
Quinta - 18.07.2013
Café da manhã: 2 rolinhos de queijo e presunto com café com leite desnatado.
Lanche da manhã: 1 iogurte Actmel desnatado. Outro errinho, pq não pode nessa fase de Ataque. :(
Almoço: 2 bifes de carne com 1 ovo frito.
Chá verde após o almoço
Lanche da tarde não teve. :(
Jantar: 2 bifes de carne pequenos com 1/2 fatia de queijo e presunto e um pouco de claras mexidas.
Depois fiquei louca por um docinhoooo...
Bom, isso foi o que comi nesses dias...
Gente, queria ter vindo aqui antes, mas fiquei perdida no Mundo Dukan... São tantas receitas, tantassssssssssssssssssssssss... Já imprimirrrrrrrrrrrrr várias e tou montando um Book hehehehe...
Tem panqueca, hot-dog, brigadeiro, BOLO DE CHOCOLATE COM COBERTURA DE CHOCOLATE, bolo de cenoura com cobertura de chocolate, tem mousse de limão, pizza... Aiii tantas coisas... E tudo sem Carboidratos viu? Quem dizer, de ter tem né? Pq tem ingredientes como o leite, amido de milho, cacau em pó... q contem carboidratos né?
Bom, tou adorandoooooooooooooooooooooo... Ainda mais vendo resultados...
E assim vou seguindo até atingir minha meta.
Segunda pretendo vim aqui mais magrinhaaaaaa...
Segue o link do grupo Divas Light que tou seguindo no face que é aonde pego todas as dicas, apoio, receitas e etc e tals...
100% melhor da gripe e tosse, tosse essa que me perseguiu por mais de uma semana. Aff... :O
Gente acreditas q não fui no dentista?
Acho que tou com pena de gastar meu $$$... Pois a consulta tem que ser particular, já que eu não TINHA plano odontológico, massss meu lindinho fez um plano pra mim, pois não aguentava mais essa ladainha todo dia. Hehehe... Ai agora não tem desculpas, tou esperando a carteirinha chegar e pronto... Marcar dentista e ir né? O pessoal aqui do trabalho estão me "alugando" dizendo que estou é com medo de ir ao dentista.
Imagina eu com medo? Rum, rai ai... Na época que usei aparelho tive q extrair os 4 dentes sisos... E foi moleza. Extrair 1 por semana. Então não é medo tá? :)-
Confissões:
Andei desanimadinha sim... E muito viu? Não sei como em uma semana, conseguir voltar para 77,8kg.
Quer dizer eu sei sim né? Comendo feito uma porquinha...
Quando eu vi 77,8kg na balança eu fiquei louquinha e lembrei q eu tinha jurado pra mim mesma q não iria andar para trás e sim para frente... Poww cheguei nos 74,0kg e agora fazer isso comigo mesma? Não!!!
Então... Ver o 'peso' que tava foi bom em partes, dei uma "acordada" e parei pra refletir...
Meu desafio lembram? Tá chegando perto a data e eu tou bemmmmmmmmmmmmmmmmm longe da minha meta que é 70kg, faltam apenas 1 mês e 15 dias. Preciso agir.
Planos X Metas:
# Alimentação #
Então decidi que irei ser uma Diva. Vou fazer a Dieta Dukan.
Sim...
Sei que muita gente recrimina a restrição de carboidratos, mas eu li e tou lendo muito... Na 1ª fase que é restrito mesmo, mas a partir da 2ª fase, já são liberados algumas coisinhas... E sem falar que tem cada receitas maravilhosas, que nem parece que não tem carbos.
Então... Irei fazer até atingir a minha meta que é 65kg. Total a eliminar = 12,800kg
Depois é só manter. Farei para dar um Up na minha R.A.
Antes do São João eu fiz por 3 dias e conseguir eliminar 1,900kg.
E olhe, que nem fiz a 'risca' viu? Nesses 3 dias não pode mesmo qq tipo q seja de carbo, eu eu comi carbo no café da manhã. Imaginem se eu fizesse tudo certinho? :D
Entrei no site da Dieta Dukan e fiz minha avaliação e ficou assim:
PS.: No site colocou a data de inicio para hoje, mas eu comecei mesmo ontem.
Fase Ataque - Inicio: 15.07.2013 = 77,80kg
3 dias = -1,170kg
Massss lendo no livro posso fazer 'acho' q até uns 7 dias de Ataque. Então farei de 5 dias e vamos ver o resultado.
Fase Cruzeiro - Inicio: 20.07.2013 = ?kg
82 dias = -10,63kg
Como eu farei 5 dias de Ataque, eliminarei 2 dias da Fase Cruzeiro. Então serão 80 dias.
Fase Consolidação - Inicio: 07.10.2013 = 66kg 'Peso ideal'
118 dias para estabelecer o peso.
Fase de Estabilização - Inicio: 01.02.2014 = Peso 66kg consolidado.
Para a vida toda.
Esse é o resultado do SITE, vamos ver o MEU resultado né?
Espero conseguir... No domingo de noite tirei as fotos para meu antes e depois. Rsrs...
# Atividade Física #
Como sabem estou sem fazer A.F +/- por uns 20 dias ou maissssss...
Os vídeos que eu tanto falava eram do programa Insanity...
Só via o povo falando, falando e eu achando que NUNCA iria conseguir fase, até que a Lais do Alcançando a Felicidade e a Sche do Hello, stranger! me convenceram a fazer as aulas e lá fui eu...
Nossa, pensei q fosse morrer, mais me apaixonei pelos vídeos e nesses dias afastadas fiquei super triste.
Então voltei a fazer. O programa é de 60 dias (eu acho), mas pode-se fazer por mais disso... Fazendo os vídeos, não se vê muito resultado na balança e SIM nas reduções de medidas... Muito significante... Dá uma secadinha legal na pança... Heheheehe...
Pra quem quiser começar segue o link para baixar os 12 vídeos e o calendário.
Gente, pensem ai? Tou cá me sentindo...
Uma amiga muito linda e querida me pediu ajuda nos cardápios dela... Tipo assim, eu Nutricionista. Pode?
Rsrsrs...
Será q dou conta? Dando ou não vamos ser "parceiras"... Espero ajudar com isso me ajudar tb né?
Bom... Quanto a virose... Tou ficando boa meninas...
Sei q tou comendo pouco, mas tou me sentindo bem melhor...
Obrigada pelo carinho, preocupação... Atenção... Amo vcs... E tou me cuidando viu?
Ontem tive um dia bem legal... Final um pouco estressante, mas foi bom...
Meninas, eu preciso de verdade me organizar e tomar meu Café da manhã em casa, comer direitinho sabe? Pois é a refeição mais importante do nosso dia e não podemos fazer "meia-boca", temos que comer bem...
Pra variar, tomei o meu café da manhã na empresa né? Comi 1 rolinho de queijo e presunto + 1 pitstop Nesfit + 1 xic de café com leite desnatado.
No Lanche da manhã, comi uma torradinha (eu acho) tava aqui na geladeira... Não sei bem o que é... Parece um croissan... Bem pequeninho...
Meu Almoço foi filé de frango grelhado + salada de tomate, pepino, cenoura e beterraba cozida.
Lanche da tarde 1 - Activa de ameixa
Lanche da tarde 2 - 1 maçã
Agora que vem a melhor parteeeeeeeeeeeeeeeeeeeee... Meu Jantar...
Marido lindo que mais amo nesse mundo, pediu pizza... Foi correr e quando chegou pediu pizza família pra nós 2 PODE isso produção?
Eu fiquei louquinha... Sair daqui do trabalho stressadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... Pq não sair no meu horário, demorei de pegar o buzú, veio cheio e fui em pé. Afffff... Cheguei hiper estressada... Dai quando via pizza: VOU ME RENDER A ELA...
E comi 2 pedaçossssss...
Sim 2 pedaços de pizza.
Há, mas vc não ta fazendo "Meia Dukan"?
Sim tou e dai...
COMI SÓ O RECHEIOOOOOOOOOOOOOOOO... e joguei a massa fora... Hehehehe...
Marido 'retou' pq eu estava desperdiçando... Oxe... Posso comer a massa não benhêeeeeee...
Ai comi o recheio de 4 queijos e outro de bacon com milho verde...
Comi 2 "recheios" né e fiquei empanturradaaaaa... E feliz pq comi pizza :D
E assim foi...
"Vamos seguindo firme e forte e sem nunca perder o FOCO."
Achei bem interessante e vale muito a pena ler, pois a obesidade é transmitida de geração em geração.
A culpa não é só dos genes. Como modificar os hábitos e emoções que
produzem o excesso de peso?
"Eles concordavam que comida era feita de amor e era o que fazia o
amor. Nunca poderiam abrir mão de um pedaço de qualquer coisa que
desejassem. E se Edie, a filha inteligente e amada, era grande demais
para sua idade, isso não importava. Como poderiam não alimentá-la?”
Edie tinha 5 anos e 28 quilos quando seus pais enfrentaram o dilema:
como negar comida a um filho gordinho? Os pais não estariam mais por
perto quando Edie, aos 60 anos e 140 quilos, abreviaria sua história
numa gulosa apoteose diante da geladeira escancarada. A advogada
aposentada que, desde cedo, aprendeu a buscar conforto emocional na
comida é a personagem central do romance The Middlesteins, da escritora Jami Attenberg, recém-lançado nos Estados Unidos e ainda sem editora no Brasil.
Os Middlesteins são uma família judia de classe média que vive em
Chicago, mas o desconforto é universal. “Muitas pessoas que conheço,
inclusive eu mesma, têm uma relação estranha com a comida. Podemos comer
demais ou muito pouco”, disse Jami a ÉPOCA. “O pior é que somos
obrigados a encarar isso diariamente, três vezes ao dia. É uma questão
que permeia toda a nossa vida.” Aos 43 anos, ela hoje tem peso normal,
mas foi gordinha até a adolescência.
Se o livro fosse ambientado no Brasil, a história seria igualmente
verossímil. Quase metade da população brasileira (48%) pesa mais do que
deveria. Entre os homens, os gordos são maioria (52%). O histórico
médico das crianças (33% têm sobrepeso e 14% são obesas) já é comparável
ao dos avós: colesterol alto, diabetes, desgaste nas articulações.
A obesidade – principalmente a infantil – tornou-se o maior desafio de saúde pública do Brasil. O SUS gasta R$ 488 milhões por ano para tratar a doença e 26 males decorrentes dela, como câncer, males cardiovasculares e diabetes.
Em grande parte das famílias, as guloseimas e o fast-food, consumidos
esporadicamente no fim dos anos 1980, substituíram o almoço e o jantar.
Um registro detalhado da nova mesa brasileira aparece no documentário Muito além do peso,
da diretora Estela Renner. Nas pequenas e nas grandes cidades, crianças
de todas as classes sociais não sabem diferenciar um pimentão de um
rabanete. Ou um abacate de uma manga. Deter a epidemia é
responsabilidade de todos (escola, governos, indústria). E um fato não
pode ser desprezado: a obesidade é construída dentro de casa.
A maioria das pessoas engorda pela simples combinação de sedentarismo e
erros alimentares. Se o corpo recebe mais energia do que consegue
gastar, ela será estocada na forma de gordura. Graças a esse mecanismo, a
espécie humana conseguiu sobreviver no tempo em que habitava cavernas,
mal conseguia se proteger do frio e a comida era escassa. O que era uma
vantagem na dura Pré-História tornou-se um problema no conforto do
século XXI. Embora seja a mais frequente, essa não é a única causa de
obesidade.
Em menos de 10% dos casos, o ganho de peso pode ser creditado a causas
orgânicas, como distúrbios hormonais ou tumores. Sozinha, a genética
justifica cerca de outros 5%. Basta uma alteração num único gene para
que o excesso de peso ocorra desde os primeiros meses de vida, geração
após geração. Na parcela restante, 85%, a obesidade é explicada por uma
combinação de fatores: vários genes aumentam a predisposição ao ganho de
peso, mas isso só ocorre se o ambiente favorecer. É aqui que entram as
estranhas emoções, como na ficção de Jami Attenberg, e os hábitos
aprendidos em família.
A FORÇA DOS HÁBITOS
Num sobradinho do Canindé, bairro de São Paulo,
a geladeira e os armários parecem abastecidos para o caso de uma
hecatombe impedir a família de ir às compras: mortadela, capelete, 5
quilos de linguiça, salsicha, três dúzias de ovos, picanha, lasanha,
queijo coalho. Batata frita congelada, uma dezena de latas de molho de
tomate, bolo de caixinha, pipoca de micro-ondas, biscoitos recheados,
salgadinhos. Um engradado de uma marca de refrigerante que faz a dona da
casa, diabética, acreditar que consome apenas água com sabor. Nem sinal
de verduras e legumes. Quatro maçãs e duas peras representam o reino
vegetal. “A feira é amanhã”, diz Raimunda Ferreira Lima, de 72 anos.
A família de Raimunda é a síntese da nova classe C brasileira – aquela
que chegou com fome e sede ao paraíso de consumo. Não há televisão,
aparelho de som, congelados ultracalóricos, bugigangas doces e salgadas
que a família não possa consumir. Tudo se tornou acessível, inclusive
quatro modelos de grill George Foreman, anunciados na TV a cabo e
comprados por impulso. As sonhadas soluções práticas para banir as
frituras de casa raramente saem da caixa. A família compra unida e come
unida.
“A vida melhorou, mas a saúde piorou”, diz Raimunda. “Aos 9 anos, não
era gorda como minha neta nem tinha os problemas que ela já tem.” Em
1940, quando a avó nasceu, a desnutrição infantil era uma das maiores
preocupações de saúde no Brasil. Da infância em Salvador
à velhice em São Paulo, a trajetória de Raimunda e das duas gerações
que vieram depois é um retrato da complicada transição vivida pelo país
na alimentação. Em menos de um século, o Brasil substituiu algo muito
ruim (a desnutrição) por algo ainda pior (a obesidade).
Quando Mundinha era bebê, a aspiração de toda mãe era criar filhos rechonchudos, uma imagem associada à riqueza e à saúde.
Ela não era das mais gordinhas nem das mais magras. Não passou fome nem
conheceu a fartura. Nos primeiros anos, brincava solta pelos quintais.
Gastava, com facilidade, toda a energia fornecida pelas refeições
preparadas em casa. Feijão, farinha, macaxeira, carne de porco.
Fruta-pão, jaca, manga.
Os pais erram ao usar a
comida para demonstrar afeto.
Nada substitui o colo,
a atenção, a conversa
A vida mudou quando a família migrou para São Paulo. Raimunda foi morar
na Penha, na Zona Leste da capital. A base da alimentação era feijão,
farinha, verdura, um torresminho e, raramente, um pedaço de carne. Foi
uma adolescente cheinha, mas emagreceu quando começou a trabalhar. Ela
conta que caminhava 5 quilômetros todo dia para ir e voltar da confecção
onde pregava botões. Com as tias, aprendeu a fazer uma boa rabada,
tradição que mantém ainda hoje. “Em primeiro lugar, não se deve remover a
gordura da carne. Rabada tem de ser bem gorda”, diz. A foto do
casamento de Raimunda mostra uma noiva de 42 quilos. A cada uma das seis
gestações, ela engordava um pouco mais. Chegou aos 89 quilos quando a
caçula, Miriam, completou 2 anos. A menina nasceu magrinha (2,4 quilos).
Ganhou peso rapidamente nos anos seguintes. “Minha mãe sempre fez muita
rabada, fritura, doces. Só coisa gostosa”, diz Miriam.
Na adolescência, ela chegou aos 97 quilos. Nos anos seguintes, entrou
num contínuo engorda-emagrece – alimentado por dietas radicais, remédios
e fórmulas para emagrecer. Aos 31 anos, trabalha como despachante.
Quando fica ansiosa, devora doces. Vinte balas, uma atrás da outra, se o
congestionamento for pesado. Os 90 quilos lhe parecem mal acomodados em
1,60 metro. Os antidepressivos não dão conta da tristeza. Miriam come
mais e engorda mais.
Assim como os hábitos, a explicação para o ganho de peso é contagiante.
“Dá ansiedade, e eu como”, diz Noemi, de 9 anos, 55 quilos, a filha
única de Miriam. A menina nasceu com 2,5 quilos. Foi amamentada até os 3
meses e, desde então, adaptou-se aos costumes da casa e ao novo padrão
de consumo.
– Gosto de bisnaguinha com requeijão e mortadela. Um dia, comi oito.
Pizza boa é de frango com catupiry e bacon. Quatro pedaços.
– Você não passa mal?
– Às vezes, sim, mas aprendi. Antes de comer, preparo o sal de frutas e deixo o copo do meu lado.
Na escola, Noemi não se sente diferente. “As outras crianças são
gordas. E as professoras também.” Não gosta de atividade física, mas
queria ser mais leve. “Ser gorda cansa.” Ficou animada com uma aula de
balé, mas não pôde continuar. “A meia-calça não passava na coxa”, diz a
mãe.
Miriam não gosta de disputar comida com a filha. Por isso, toma
providência de fazer duas compras de guloseimas. Uma fica estocada no
quarto dela. A outra é da menina. Quase ao lado do sobradinho, há um
posto de gasolina, equipado com loja de conveniência. Não faz muito
tempo, Noemi ganhou R$ 100 de presente. Todo o dinheiro foi gasto ali,
em pirulitos, balas, chocolates e salgadinhos. A menina sofre de
bronquite, sinusite e dores nas pernas. O colesterol é alto (280
miligramas por decilitro de sangue), a ponto de superar a avó (230
mg/dL). Os médicos recomendam manter o colesterol total abaixo de 200
mg/dL. Raimunda tem hipertensão e diabetes. Aos 31 anos, Miriam sofre de
insônia. Toma um indutor do sono que aumenta ainda mais seu apetite.
Além dele, um antidepressivo e uma droga para evitar arritmia cardíaca.
De vez em quando, sofre picos de hipertensão. Miriam tem uma convicção:
“Comida vicia”.
No livro A bússola do prazer (sem edição no Brasil), essa
ideia é discutida por David Linden, professor de neurociência da
Universidade Johns Hopkins. Ele menciona estudos feitos a partir de
imagens de ressonância magnética do cérebro dos obesos. Esses trabalhos
revelaram a existência de uma alteração genética nos mecanismos
cerebrais que regulam o prazer. Por isso, segundo ele, os obesos desejam
mais comida e sentem menos prazer ao comer que os magros. “A ideia de
que comer é um comportamento inteiramente consciente e voluntário está
profundamente enraizada em nossa cultura”, diz Linden. “No entanto, não
somos puro livre-arbítrio. Estamos sujeitos a forças subconscientes que
influenciam nosso comportamento.”
Apesar desses estudos, ainda não existe suficiente evidência científica
para demostrar que os alimentos viciam como se fossem drogas. “Para que
uma substância seja considerada promotora de dependência, precisa
seguir três etapas: a pessoa abusa dela, o organismo fica tolerante e,
se deixa de consumi-la, sofre os graves efeitos da abstinência química”,
afirma o psiquiatra Alexandre Pinto de Azevedo, coordenador do Grupo de
Estudos em Comer Compulsivo e Obesidade do Hospital das Clínicas, em
São Paulo. “Não é o caso da comida.” Entre os obesos que buscam
tratamento para perder peso, 30% recebem o diagnóstico de compulsão
alimentar, a ingestão descontrolada de grandes quantidades de alimento.
Metade dos obesos mórbidos tem compulsão alimentar. As pessoas nascem
com essa predisposição genética, mas o problema só se manifesta se o
meio social (a influência comportamental dos pais) for favorável a isso.
Desde cedo, a criança desenvolve uma relação emocional com os
alimentos. Os pais erram ao usar a comida para demonstrar afeto. Nada
substitui o colo, a atenção, a conversa. Se a mãe sente culpa por passar
muito tempo longe da criança, enchê-la de guloseimas quando volta para
casa não resolve o problema. Cria outro. Os bons momentos não precisam
estar frequentemente cobertos de açúcar e gordura para ser percebidos
como expressões de amor.
A falta de afeto também engorda. As crianças podem crescer inseguras e
frustradas. O estresse crônico provocado por esses sentimentos desregula
o sistema fisiológico responsável pelo gasto calórico. O resultado pode
ser o ganho de peso. Em outros casos, a comida funciona como um grande
colo para as pessoas que têm dificuldade de lidar com frustrações.
Quando uma contrariedade se apresenta, elas correm para um pacote de
bolacha.
“Existe um funcionamento mental obeso, assim como existe um
funcionamento mental magro”, diz a psicóloga Patricia Vieira Spada, do
Departamento de Nutrição da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O obeso não pensa no que o corpo dele precisa. “Ele quer satisfazer um
desejo – não a fome.” Esse comportamento pode ser modificado, mas leva
tempo.
A MALDIÇÃO DOS GENES
Cada um de nós chega ao mundo com instruções básicas de funcionamento
guardadas nos genes. O ambiente pode fazer com que algumas dessas
instruções sejam ignoradas ou excessivamente valorizadas. Essa
interpretação do manual de fabricação começa antes mesmo do nascimento.
As condições de vida dentro do útero da mãe podem alterar as ordens
ditadas pelos genes. O útero de uma mãe obesa ou de uma mulher magra que
engorda excessivamente durante a gestação (30 quilos ou mais) terá
altos níveis de substâncias como glicose, insulina e leptina (o hormônio
que regula o apetite). Elas podem alterar no feto a resposta da região
cerebral responsável pelo comando da fome e da saciedade. Também podem
aumentar a formação de células de gordura no bebê. Ao longo de toda a
vida, ele terá facilidade para ganhar e acumular peso.
O mesmo pode acontecer num útero pobre em nutrientes. Se a mulher for
magra demais e não engordar o suficiente durante a gestação, a criança
pode nascer programada para estocar o máximo de energia. É uma resposta
do organismo à privação. Durante a amamentação, a ação do ambiente
continua. Bebês precisam ser amamentados durante pelo menos seis meses. A
privação do aleitamento, muitas vezes associada à suplementação com
farinhas e outros produtos inadequados, estimula o corpo a poupar.
Quando a fartura alimentar chegar, a criança estará programada para
estocar energia e ganhar peso com facilidade. Quando um dos pais é
obeso, o risco de o filho ser gordo é de 40%. Se pai e mãe forem obesos,
o índice sobe para 80%. A cada geração, o acúmulo de gordura ocorre
mais precocemente. Principalmente se os hábitos de consumo da família
mudaram para pior. As regras impostas pelos genes podem ser alteradas
com mudanças ambientais e de comportamento. “As mães culpam a genética e
se acomodam”, diz a endocrinologista Claudia Cozer, diretora do Núcleo
de Obesidade do Hospital Sírio-Libanês. “É preciso escapar dessa
armadilha.”
Em alguns casos (a minoria, felizmente), nenhuma mudança de
comportamento parece capaz de alterar a mensagem dos genes. Pedro França
Pinto Marotti, de 21 anos, estudante de medicina, foi um bebê
diferente. De repente, aos 2 anos, engordou 4 quilos. Um exame de sangue
revelou que ele já tinha colesterol alto. Nasceu ali sua história de
controle alimentar e preocupação com atividade física. O rápido e
precoce ganho de peso mostrava a repetição de uma sina da família. Pedro
seria obeso como a mãe, os tios e os avós. A mãe (a professora Ana
Claudia) estava em guerra contra a balança desde a infância. Antes mesmo
de engravidar, sentia medo de ter um filho obeso. Ela e cada um de seus
três irmãos chegaram a pesar mais de 100 quilos em algum momento da
vida. Pedro mal falava quando começou a fazer dieta. Chorava e dizia que
alguém havia colocado água na mamadeira. Era o leite desnatado, o
primeiro de muitos cuidados e restrições alimentares que marcariam a
infância e a adolescência.
“Minha relação com a comida sempre foi conflituosa”, diz Pedro. “Todos
os meus amigos tomavam lanche na cantina. Nunca pude levar dinheiro.
Pedia o resto do sanduíche deles para matar a vontade.” Na infância e na
adolescência, uma nutricionista planejava a dieta rigorosa. A atividade
física era intensa: cinco horas e meia de treinamento de natação todas
as semanas.
Na época do cursinho pré-vestibular, Pedro abriu mão da piscina. Apesar
da dieta de 1.200 calorias, foram necessários apenas três anos para que
o peso do adolescente de 1,65 metro saltasse de 62 para 103 quilos. Aos
17 anos, sentia fome como nunca. Começou a tomar sibutramina, um
remédio para emagrecer. Em seis meses, a droga deixou de fazer efeito. A
solução radical foi a redução de estômago, em 2009. Quatro anos depois,
Pedro pesa 60 quilos. “Um mês depois da cirurgia, comi minha primeira
refeição, ajeitada num pires pequeno: arroz, feijão, espinafre e um
bifinho. Foi a melhor da minha vida.”
Ana Claudia foi operada um ano antes do filho. Tinha 103 quilos,
colesterol e glicemia elevados, gordura no fígado. A endocrinologista
foi peremptória: “Ou você emagrece ou largará dois filhos por criar”.
Hoje, Ana pesa 61 quilos. Aos 8 anos de idade, já tomava remédios para
emagrecer. “Quando era adolescente, ir à praia era um sofrimento, porque
90% das pessoas eram saradas. Hoje, 90% são gordos, inclusive a
garotada”, diz Ana.
Cozinhar nunca foi o forte de Maria Antonieta, mãe dela e avó de Pedro.
A empregada da família fazia o trivial. Na lata de feijão, Antonieta
guardava bananinhas açucaradas. Quando não havia doce em casa, pegava um
pão, retirava o miolo, passava manteiga e jogava açúcar por cima.
“Aquilo preenchia um buraco”, diz. Um buraco emocional resultou do
casamento com um homem ciumento, que abusava do álcool. O marido
acordava de madrugada para procurar indícios de traição nas bolsas da
mulher. Ela e os filhos viviam em constante tensão. Aos 19 anos, já
casada, Antonieta começou a engordar. Em vários momentos, passou dos 100
quilos. O casal se separou há 16 anos. Pouco tempo depois, o ex-marido
morreu. Nos últimos anos, ela passou a comer menos. Está satisfeita com
os 69 quilos e diz não sentir fome.
A história da família Marotti – três gerações em luta contra a
obesidade – começou com o casamento de Antonieta e Ernesto. Ambos
engordavam com facilidade e eram primos de primeiro grau. A
predisposição genética ao ganho de peso parece ter se fortalecido
geração após geração, até acertar Pedro em cheio. Ele ainda vigia as
calorias que coloca no prato. A possibilidade de recuperar o peso o
apavora. “Não quero voltar a ser julgado por minha aparência. Eu me
sentia como um cachorro que geme e, ainda assim, alguém esfrega o
focinho dele no chão”, diz. Pedro pretende se especializar em cirurgia
bariátrica. Quer ser capaz de oferecer um último recurso aos obesos,
quando mais nada for capaz de alterar as emoções, os hábitos e os genes.
O que vocês acham? Confira, pois pode ser uma dúvida sua. Eu simplesmente tou "PASSADINHA DA SILVA". Será que é verdade mesmo?
Ingredientes
Blanquet de Peru Light Sadia
Peito de peru, água, fécula de mandioca, maltodextrina, sal, proteína de soja, regulador de acidez lactato de sódio, aromas naturais, aromas naturais de pimenta preta, vermelha e branca, aroma natural de fumaça, estabilizantes tripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, antioxidante eritorbato de sódio, realçador de sabor glutamato monossódico, conservador nitrito de sódio, corante carmim.
Esse é o Blaquet que ~alucina~ a família da nossa leitora hehehe. Já viram que é uma quantidade enooorme de produtos, certo? Vamos ver quais são os principais aspectos dos ingredientes:
O peito de peru está em primeiro lugar, ou seja, é o ingrediente em maior quantidade.
No entanto, se somarmos todos os outros ingredientes, o pobre peito de peru sai perdendo coitado. Encontramos a fécula de mandioca como terceiro ingrediente em maior quantidade. A fécula de mandioca, também conhecida em algumas regiões brasileiras como polvilho doce ou goma, é um pó fino branco, inodoro e insípido. Trata-se de polissacarídeo natural, da família química dos carboidratos constituídos de cadeias lineares (amilose) e cadeias ramificadas (amilopectina). Obtém-se a fécula à partir das raízes da mandioca, após descascamento, trituração, desintegração, purificação, peneiramento, centrifugação, concentração e secagem*.Gente, o que isso está fazendo em um alimento que era pra ser “carne”?
Encontramos maltodextrina, um carboidrato de alto índice glicêmico. Além disso, também contémproteína de soja! Esses ingredientes não são prejudiciais, mas não esperávamos encontrar nesse tipo de produto. Esse embutido parece uma colcha de retalhos, viu?! Inclusive, a proteína de soja aparece em TODOS os embutidos analisados.
Os prejudiciais vem agora! Uma lista imeeeensa de aditivos alimentares, os quais incluem oglutamato monossódico. Ele é bastante utilizado na indústria de alimentos (em salsichas, carnes, temperos prontos…) e, por isso, o seu consumo está aumentando, cada vez mais, ao redor do mundo. Alguns estudos mostram que o glutamato monossódico pode causar intoxicação, pois o ingerimos em grandes quantidades. Além disso, ele pode alterar o metabolismo da fome e da saciedade,aumentando o apetite**, podendo também aumentar o risco de sobrepeso, pressão arterial e diabetes tipo II.*** Percebam também que o produto ainda contém sal comum além do glutamato monossódico. Isso contribui para o aumento do sódio na porção, o que vocês vão ver mais adiante nas informações nutricionais.
Nem vamos falar sobre o aroma natural de fumaça! (?????) É adicionado aos alimentos aos quais se deseja conferir sabor de defumado. Encontramos também “aromas naturais” sem especificação e aroma natural de pimenta preta, vermelha e branca. Por que não colocam as pimentas de verdade, então?!
Peito de Peru Light Sadia
Peito de peru, água, sal, proteína de soja, sal com reduzido teor de sódio, açúcar, estabilizantestripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, aromatizante, antioxidante eritorbato de sódio, conservadornitrito de sódio, corante carmim.
Aquele blanquet foi a treva, então vamos olhar esse outro embutido da Sadia, o qual possui bem menos ingredientes. Esse não contém a maltodextrina, o glutamato monossódico e o aroma de fumaça!
Por outro lado, contém açúcar (por quê????) e outros diversos conservantes que praticamente todos os embutidos apresentam.
Um deles é o nitrito de sódio, presente em todos os embutidos analisados. A utilização do conservante nitrito de sódio (NaNO2), que está inteiramente ligado à quantidade ingerida em contato com substâncias do trato gastrointestinal, reage formando nitrosamina. Surge um metabólito carcinogênico (isso mesmo, pode causar câncer!), devido à temperatura e ao ambiente ácido. Por essa razão, deve ser reduzida a ingestão de nitritos os quais podem ser encontrados em alimentos defumados ou curados como carnes, peixes, linguiças e salsichas.****
Presunto Cozido Sadia
Pernil suíno, água, sal, proteína de soja, maltodextrina, estabilizantes tripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, espessante carragena, antioxidantes eritorbato de sódio, realçador de sabor glutamato monossódico, conservador nitrito de sódio, aromatizantes e aromas naturais de pimentas vermelha e preta.
No presunto da Sadia também não vemos muitas novidades boas. Continua a proteína de soja, a maltodextrina, o glutamato monossódico, o nitrito…. E esse tripolifosfato de sódio que também aparece em TODOS os embutidos! A capacidade de retenção de água da carne é melhorada através do uso de sais e fosfatos alcalinos. O sal e os fosfatos tais como o pirofosfato de sódio, o hexametafosfato de sódio e o tripolifosfato de sódio ajustam o pH do sistema e favorecem a expansão das fibras da proteína da carne, permitindo a hidratação das mesmas.*****
Chester Fatiado Perdigão
Carne de ave, água, proteína isolada de soja, sal, fécula, açúcar, regulador de acidez lactato de sódio, estabilizante tripolifosfato de sódio, espessante carragena, aromas naturais (com pimenta), antioxidante isoascorbato de sódio, conservador nitrito de sódio.
Não pense que mudando a marca, você encontrará aditivos diferentes. Até agora vimos a Sadia e passando para a Perdigão, encontramos praticamente os mesmos ingredientes. Felizmente não possui glutamato monossódico, mas os outros conservantes estão marcando presença. Fora que “carne de ave” é uma informação meio vaga, não acham? O destaque na parte da frente da embalagem diz ser carne de peito, porém atrás eles não se comprometem dizendo que parte da ave é a utilizada… será que é peito mesmo?
Peito de Peru Light Seara
Peito de peru, água, proteína isolada de soja, especiarias naturais (cravo, pimenta vermelha, pimenta preta, noz moscada, canela e extrato de orégano, maltodextrina, sal, açúcar, aroma natural de fumaça, regulador de acidez lactato de sódio, antioxidantes eritorbato de sódio, estabilizantes tripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, espessante carragena, acidulante ácido lático, realçador de sabor glutamato monossódico, acidulante ácido cítrico, antioxidante ácido ascórbico, conservador nitrito de sódio, corante natural carmim de cochonilha.
Então passamos para a marca Seara e….GENTEEE o que é isso?! Pela embalagem parece que estamos prestes a consumir algo super light e saudável e quando lemos os ingredientes…SUSTO! Tem de tudo e mais um pouco! A única vantagem é a presença das especiarias naturais, mas vamos combinar que isso não compensa o uso de taaaantos aditivos alimentares!
Peito de Frango Light Seara
Carne de frango, água, fécula de mandioca, maltodextrina, proteína vegetal de soja, especiarias naturais (pimenta branca, alho, cebola, cravo e extrato de orégano), sal, açúcar, regulador de acidez lactato de sódio, espessante carragena, antioxidantes eritorbato de sódio, acidulantes ácido lático e ácido cítrico, conservador nitrito de sódio e realçador de sabor glutamato monossódico.
O peito de frango é um pouco menos tenebroso quando comparado ao peito de peru, mas ainda assim apresenta muuuitos aditivos!
Olhando os ingredientes vocês podem perceber que não tá fácil pra ninguém, não é mesmo?! Como saber qual deles é o menos pior, com tanta porcaria nos ingredientes?
Como vocês já sabem, aqui nós sempre levamos em consideração as informações nutricionais para fazermos as análises. Então, bora lá!
INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS
Obs: Padronizamos todos os produtos para 40 g, que representa em torno de 2 fatias, para fins de comparação.
CALORIAS: O produto menos calórico, acreditem, é o Presunto da Sadia! Ele era um dos poucos que não dizia LIGHT ou “baixo teor de gordura” na embalagem. Apresenta somente a descrição “sem capa de gordura”. Todos os outros mais ou menos se equivalem na quantidade de calorias, sendo o mais calórico o Chester da Perdigão.
PROTEÍNAS: Queremos proteínas, afinal, estamos consumindo “carne” teoricamente… Os produtos que apresentam as maiores quantidades são os Peitos de Peru da Sadia e da Seara e o Chester da Perdigão. Mas, vamos lembrar que TODOS apresentam proteína de soja, que apesar de possuir um alto valor biológico, é de origem vegetal.
GORDURAS: Quanto às gorduras totais, encontramos uma grande diferença entre o Peito de Peru da Seara (0,2 g) e o Peito de Frango da Seara (1,2 g). As outras marcas ficam com os valores intermediários. Já nas gorduras saturadas, encontramos pouca quantidade (comprovando que as carnes aí passaram longe meesmo!). Infelizmente, somente 2 produtos apresentaram a quantidade degorduras mono e polinsaturadas, as quais, quando consumidas em quantidade adequada, fazem bem ao organismo.
SÓDIO:corram para as colinass!!!!!! TODOS apresentam muuuuito sódio!!! A legislação dos rótulos******, ainda considera 6 g de sal por dia o recomendado. Segundo as novas referências daOrganização Mundial de Saúde, esse valor passaria para 5 g/dia. Assim, se convertermos o percentual para a nova recomendação, os produtos apresentariam entre 15,7% (Blanquet e Peito de Peru Sadia) e 25,6% (Peito de Frango Seara) do valor máximo recomendado de sódio em uma porção (aproximadamente 2 fatias). Ao fazer um sanduíche, o sódio do pão francês acrescenta mais 286 mg em média à soma sem contar com o queijo, por exemplo!
Os produtos Blanquet de Peru Sadia, Peito de Peru Light Sadia, Peito de Frango Seara e Peito de Peru Light Seara apresentam a palavra LIGHT na embalagem, com os dizeres “baixo teor de gordura, menor que 3%”. O peito de Chester não diz ser light, mas também fala em baixo teor de gordura.
Light é o termo utilizado em alimentos produzidos de forma que sua composição reduza em, no mínimo, 25% o valor calórico ou algum nutriente, tal como açúcar, gordura total, gordura saturada, colesterol e sódio comparado com o produto tradicional ou similar de marcas diferentes. Nesses casos, os fabricantes não afirmaram na embalagem com quais produtos foram comparados.
Ranking do Fechando o Zíper (considerando ingredientes + informações nutricionais + embalagem):
1º Peito de Peru Light Sadia
2º Chester Fatiado Perdigão
3º Presunto Cozido Sadia
4º Blanquet de Peru Sadia
5º Peito de Frango Seara
6º Peito de Peru Light Seara
SAIBA MAIS: de onde surgiu essa “nhaca” toda?
A origem dos embutidos data de 500 a. C., com fabricação em escala artesanal ou familiar, o que resultou em um grande número de variedades associadas com os nomes dos locais onde eram produzidas, por exemplo, salame de Génova. Os embutidos podem ser classificados em três categorias gerais: frescos, cozidos ou defumados e secos. Em muitos destes, especialmente os secos e semisecos, o “bouque” é conseqüência de fermentação bacteriana, como as do tipo frankfurt. Os embutidos têm como principais ingredientes partes do animal pouco nobres e de difícil comercialização, sendo mais desejáveis aquelas com capacidade de retenção de água. A quantidade de água adicionada não deve ultrapassar 10% de quatro vezes a proteína de origem animal. Como agentes de cura são usados sal, nitratos e nitritos e açúcares. Também os condimentos e aditivos intencionais, os quais têm a finalidade de melhorar aspectos da qualidade tecnológica, se destacam como importantes ingredientes na produção desses alimentos.