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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Voltando!!!

Oi pessoas lindas, hoje sentir vontade de vim conversar um pouquinho com vcs aqui no meu velho "cantinho".

Será que minhas 'seguidoras' ainda lembram de mim? Será que ainda lembram do meu blog? Espero que sim, pois estou sentindo a necessidade de voltar a postar... Mesmo que não lembrem mais de mim, mesmo que não leiam mais, voltarei a postar... Pois postar aqui o meu dia a dia, me ajudou muito no meu processo de emagrecimento.

Levei +/- 1 ano para emagrecer 10k e desses 10, 6k eu devo as postagens aqui no blog... As motivações e incentivo das meninas... os outros 4k foi com a Dukan.

Falando-se em Dukan, eu meio que desistir... Não sei, para mim meio que não ta funcionando muito... Vejo meninas no grupo que participo, com 3 meses perder mais de 15/20k e eu eliminei só 4k... Estava praticamente passando fome e nada... Empaquei e vi que é uma forma/método que não conseguirei seguir para a vida toda... Marido seguiu uns dias comigo... em 15 dias perdeu quase 8k... Mas ai ele cansou tb de comer só queijo e carne rsrsrs... e reclamou que nunca mais tínhamos feito "uma comida decente" em casa...
Parei para analisar, dores de cabeça com frequência, queda de cabelo horrível, pensei que fosse ficar careca... Sem falar no cansaço que ainda sinto... Fraqueza, indisposição... Sono, sono, sono, sono e mais sono... Sem animo para nada...
Não estou falando mal da Dieta Dukan, quero deixar isso bem claro... Só estou dizendo que COMIGO NÃO FUNCIONOU... Ela é bem legal e tem receitas maravilhosas que irei adotar no meu dia a dia.
A Dukan não é bem nem uma dieta e sim um 'estilo de vida', mas que para mim não dar mais para seguir...

Estou voltando com a dupla R.A + A.F e pretendo seguir até o fim... Até chegar no meu peso ideal, manter até engravidar e depois da gravidez continuar para o resto da vida.

Bom... vou confessar aqui, que aderindo alguns alimentos que antes não eram permitidos na Dukan, como arroz integral, pão integral, feijão, frutas... ganhei alguns quilinhos :(... Sinto isso... infelizmente...

Esses dias pensei muitooooooooooooooooooooooooo... Pensei muiiitoooooooooooooooo mesmo e com a ajuda das minhas queridas amigas que tanto amo, Mariza e Aline... tou voltando com tudo...
Ainda tou elaborando um plano de exercícios físicos para fazer em casa mesmo... Queria ir para academia, mas ainda não posso ($$$), fiquei um pouco triste por isso, massssssssssssss parei e pensei: "Quantas e quantas pessoas tem ai que emagrecem horrores e que nem os pés na academia colocaram?" Eu mesma, perdi 10k malhando em casa e fazendo caminhada.... Então me desafiei a mostrar para EU mesma que posso sim chegar ao meu peso ideal sem ir na academia...
Tou aqui bolando algo pra fazer... quero intercalar caminhada/trote com o insanity e fechar 5 dias na semana... Qdo não ficar muito puxado vou tentar uma caminhadinha a beira mar aos domingo pela manhã...

Quanto a alimentação... quero montar um cardápio e já deixar-lo pronto para a semana toda, para que EU mesma não me sabote. Aceito sugestões ta?

Bom... acho que é isso...
Vou terminar de ajeitar tudo... e venho postar aqui...

Pra começar... Minhas refeições de ontem:


 - Café da manhã: 1 copo de água gelada (bebi antes da foto) + 1 xic pequena de café com leite desnatado, adoçante e canela em pó.
 - Lanche da manhã: 1 barrinha de ceral da Sentir Bem de chocolate, cerais e ameixa... Muito bom. Pensem num coisa gostosa? Divino e super recomendo, quem comer vem aqui me dizer o que achou.
 - Almoço: 1 panqueca de frango com molho de tomate + 2 cl de arroz integral + 1 pedacinho de frigideira de soja.
 - Lanche da tarde: 2 cookie de aveia com passas da Quaker. Outra coisaaaaaaaaaa divininha... delicinha... adorei e super indico tb.
 - Jantar: Não teve, fiquei com uma baita azia ontem e chupei só melão na casa de sogra e nem tirei foto.

Há......................... deixa eu contar...
Domingo foi niver de 2 aninhos do filho de um primo e lá fui eu bem linda... Hehehehehe...
Mas uma vez, vários elogios... Logo no domingo que acordei me sentindo inchada e a maior gorda :D
Foi ai que parei para refletir... Conseguir eliminar 10k e fiquei feliz da vida... Abandonei a Dukan e dei uma relaxadinha... sentir que ganhei peso... agora que tava seguindo firme, vou abandonar? Relaxar? Dar pra trás? NÃO!!! Não posso e nem devo fazer isso comigo... Preciso seguir em frente e chegar ao meu objetivo...
Segue fotinha do domingo.


Sair com cara de bolacha... Kkkkkkkk

Bom... 
Chega de papo e desculpa pelo post grande.

Agora me contem como andam a vida de vcs?

Beijos





quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Antes & Durante

Oiiiiiiiiiiiiiiii... Vcs ainda lembram de mim?
Quase 1 mês sem vim aqui :o espero que não tenham me esquecido...

Tantas coisas aconteceram... Falta de tempo, desmotivação... Vicio do face... Preguiça... Trabalho e falta de assunto tb...

Bom, continuo na Dukan firme e forte... Cada dia mais me aperfeiçoando nas receitinhas...
Não tou fazendo A.F regularmente, por preguiça mesmo... Mas não fico sem me exercitar... Já botei na minha cabeça que assim q essa fase de chuva daqui passar, vou voltar a caminhar... Tou com vontade de me matricular na academia pra fazer musculação... Tou estudando a possibilidade $$$ hehehehe...

A novidade que tenho... é que bati minha meta de -10k. 
Isso mesmo, graças a Deus conseguir chegar nos 72,0k - Quero dizer 72,2 hehehe...
Estou muito feliz...

O meu "estalo" foi no ano passado no dia 09/09/2012 que foi aniversario de minha tia... Foi ai que fui perceber o quanto eu estava ENORME de gorda... De lá pra cá fiquei "tentando" mudar... massssssssss... só fui começar mesmo em Fev/13... Decidi mudar de verdade mesmo e parar de promessas... Voltei a postar no blog com frequência e fui tentando aos poucos, devagar e sempre... Porém, sempre me sentindo feia, auto estima no inferno... Infeliz e insatisfeita...

Comecei a ver mudanças nas roupas q não cabiam em mim de anossss, tipo coisa que eu tinha de 18 anos e tá dando agora... :D Isso é muito bommmmmmmmmmmmm... E ai fui me animando e vendo que tava conseguindo emagrecer...Várias pessoas estavam comentando que eu emagreci, mas eu não conseguia enxergar isso...

Daí um "novo" estalo aconteceu agora no dia 09/09/2013 - 1 ano depois... No mesmo dia, no mesmo lugar e com as mesmas pessoas - Niver de minha tia... Não sei se digo infelizmente ou felizmente, mas roubei a cena e a festa... Pois as pessoas que me viram no ano passado e reencontrei esse ano, ficaram chocadas :o ao me ver novamente e ai foi o "assunto" do niver... O quanto eu emagreci... Até me perguntar se fiz a redução de estomago ou lipo me perguntaram... Rai ai... Se eu dia eu fosse fazer alguma cirurgia plastica, seria aumentar meus seios que acho pequeno de mais... Hehehehe... E agora diminuiu mais ainda...

Do dia 09/09/2013 (segunda-feira) pra cá, estou em uma felicidade que não cabe em mim... Mas feliz, disposta a continuar firme e forte como nunca estive... Cheguei nos 72 e agora falta pouco para atingir o meu sonhado peso... Para minha meta 'pessoal' falta eliminar 4k e ficar nos 68k, porém para a minha altura o ideal é entre 65k e 66k... Mas chegando nos 68 estará ótimo...

Pretendo continuar na Dukan mesmo depois de atingir o meu peso ideal... Não fazendo propaganda mais já fazendo :D a Dukan não é dieta e sim um estilo de vida... Qdo eu chegar no peso ideal poderei voltar a comer coisas que comia antes da Dukan... Como arroz, macarrão, biscoitos - integrais né?, feijão, frutas... Masssss... sempre fazendo as escolhas mais saudáveis possível. Caprichando cada vez mais nas minhas receitinhas...

Bom, não tenho muito o que falar... Mas vou mostrar as montagens que fiz, para vcs verem a minha evolução... Lembrando que ainda não é um Depois hein... A luta continua!





Bom... É isso...
Prometo voltar com mais frequência novamente...

E vcs como estão na R.A de vcs?

Beijos e uma linda noite.







sexta-feira, 28 de junho de 2013

O Bicho pegou :((((


Oi meninassssssssssssssss...
Me desculpem pelo sumiço... Mas a danada da virose me pegou e de jeito viu? Terça-feira quando sair do trabalho cheguei em casaaaaaaa 'acabada' nada detinha o frio que eu tava sentindo, tremendo que só vendo... Ainda assim fui trabalhar na quarta, mas antes das 9:00 meu chefe me "chotou" pra fora e fui para a emergência... Lá tirei a pressão que tava baixa de 10 por 6, com febre de 38,5... Fiz hemograma que deu anemia, as hemoglobinas estão baixissimassss...  Fiquei em observação tomando soro e dipirona na veia... Sair do hospital umas 14:30 e fui pra casa ficar de repouso, ontem não trabalhei e hj fui só pra lançar a folha de pagamento e xau... 
A maluca aqui ainda foi inventar de lavar o cabelo ontem. Pode? Só matando né? Febre de novo... Dai tomei dipirona que a médica receitou e a febre baixou... Tou tomando um xarope pra os "catarrinhos"... Nheca!!!
Ontem não tive animo pra NADA... Fiquei o dia todo deitada... Foi da cama pro sofá e do sofá pra cama...
Não consigo engoli nada pq a garganta ta inflamada... Dai mamys  levou uma sopinha pra eu e foi ai que comi... Hj de manhã tentei um cafézinho com biscoito nesfit, mas não conseguir comer os biscoitos todo, pq é DURO...

Em fim... Tou dodói, quietinha pra ficar logo boa... Não dar pra falar direito pq dói tudooooo...
Meu corpinho parece que passou um trator cheio de gente por cima...

Quero ficar logo boa... O peso graças a Deus não subiu, mesmo, apesar de estar 'naqueles dias' :)

Quem quiser me add no face pra bater papo ou no WhatsApp tou aqui.
Face: Renata Santana ou bolotinha2409@gmail.com
WhatsApp: 71-8888-2882

Beijosssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss...



terça-feira, 25 de junho de 2013

A família engorda unida

Achei bem interessante e vale muito a pena ler, pois a obesidade é transmitida de geração em geração. A culpa não é só dos genes. Como modificar os hábitos e emoções que produzem o excesso de peso?

DE PAI E MÃE PARA FILHO Uma cena que representa o padrão alimentar de grande parte das famílias. O consumo excessivo de guloseimas industrializadas, antes restrito aos fins de semana, substituiu as refeições preparadas em casa (Foto: Christian Parente/ÉPOCA, Produção de Objetos e Figurino: Felipe Monteiro e Jairo Billafranca, Assistente: Allyni Cintra para Studio Bee Produções, Maquiagem e Cabelo: Omar Bergea, Agradecimentos: Pet Shop Encrenquinhas, Kaue Moda Plus Size, Renner, )
"Eles concordavam que comida era feita de amor e era o que fazia o amor. Nunca poderiam abrir mão de um pedaço de qualquer coisa que desejassem. E se Edie, a filha inteligente e amada, era grande demais para sua idade, isso não importava. Como poderiam não alimentá-la?”

Edie tinha 5 anos e 28 quilos quando seus pais enfrentaram o dilema: como negar comida a um filho gordinho? Os pais não estariam mais por perto quando Edie, aos 60 anos e 140 quilos, abreviaria sua história numa gulosa apoteose diante da geladeira escancarada. A advogada aposentada que, desde cedo, aprendeu a buscar conforto emocional na comida é a personagem central do romance The Middlesteins, da escritora Jami Attenberg, recém-lançado nos Estados Unidos e ainda sem editora no Brasil. Os Middlesteins são uma família judia de classe média que vive em Chicago, mas o desconforto é universal. “Muitas pessoas que conheço, inclusive eu mesma, têm uma relação estranha com a comida. Podemos comer demais ou muito pouco”, disse Jami a ÉPOCA. “O pior é que somos obrigados a encarar isso diariamente, três vezes ao dia. É uma questão que permeia toda a nossa vida.” Aos 43 anos, ela hoje tem peso normal, mas foi gordinha até a adolescência.

Se o livro fosse ambientado no Brasil, a história seria igualmente verossímil. Quase metade da população brasileira (48%) pesa mais do que deveria. Entre os homens, os gordos são maioria (52%). O histórico médico das crianças (33% têm sobrepeso e 14% são obesas) já é comparável ao dos avós: colesterol alto, diabetes, desgaste nas articulações.

A obesidade – principalmente a infantil – tornou-se o maior desafio de saúde pública do Brasil. O SUS gasta R$ 488 milhões por ano para tratar a doença e 26 males decorrentes dela, como câncer, males cardiovasculares e diabetes.

Em grande parte das famílias, as guloseimas e o fast-food, consumidos esporadicamente no fim dos anos 1980, substituíram o almoço e o jantar. Um registro detalhado da nova mesa brasileira aparece no documentário Muito além do peso, da diretora Estela Renner. Nas pequenas e nas grandes cidades, crianças de todas as classes sociais não sabem diferenciar um pimentão de um rabanete. Ou um abacate de uma manga. Deter a epidemia é responsabilidade de todos (escola, governos, indústria). E um fato não pode ser desprezado: a obesidade é construída dentro de casa.

A maioria das pessoas engorda pela simples combinação de sedentarismo e erros alimentares. Se o corpo recebe mais energia do que consegue gastar, ela será estocada na forma de gordura. Graças a esse mecanismo, a espécie humana conseguiu sobreviver no tempo em que habitava cavernas, mal conseguia se proteger do frio e a comida era escassa. O que era uma vantagem na dura Pré-História tornou-se um problema no conforto do século XXI. Embora seja a mais frequente, essa não é a única causa de obesidade.

Em menos de 10% dos casos, o ganho de peso pode ser creditado a causas orgânicas, como distúrbios hormonais ou tumores. Sozinha, a genética justifica cerca de outros 5%. Basta uma alteração num único gene para que o excesso de peso ocorra desde os primeiros meses de vida, geração após geração. Na parcela restante, 85%, a obesidade é explicada por uma combinação de fatores: vários genes aumentam a predisposição ao ganho de peso, mas isso só ocorre se o ambiente favorecer. É aqui que entram as estranhas emoções, como na ficção de Jami Attenberg, e os hábitos aprendidos em família.

A FORÇA DOS HÁBITOS

Num sobradinho do Canindé, bairro de São Paulo, a geladeira e os armários parecem abastecidos para o caso de uma hecatombe impedir a família de ir às compras: mortadela, capelete, 5 quilos de linguiça, salsicha, três dúzias de ovos, picanha, lasanha, queijo coalho. Batata frita congelada, uma dezena de latas de molho de tomate, bolo de caixinha, pipoca de micro-ondas, biscoitos recheados, salgadinhos. Um engradado de uma marca de refrigerante que faz a dona da casa, diabética, acreditar que consome apenas água com sabor. Nem sinal de verduras e legumes. Quatro maçãs e duas peras representam o reino vegetal. “A feira é amanhã”, diz Raimunda Ferreira Lima, de 72 anos.

Os hábitos e a família Lima (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA e álbum de família)

A família de Raimunda é a síntese da nova classe C brasileira – aquela que chegou com fome e sede ao paraíso de consumo. Não há televisão, aparelho de som, congelados ultracalóricos, bugigangas doces e salgadas que a família não possa consumir. Tudo se tornou acessível, inclusive quatro modelos de grill George Foreman, anunciados na TV a cabo e comprados por impulso. As sonhadas soluções práticas para banir as frituras de casa raramente saem da caixa. A família compra unida e come unida.

“A vida melhorou, mas a saúde piorou”, diz Raimunda. “Aos 9 anos, não era gorda como minha neta nem tinha os problemas que ela já tem.” Em 1940, quando a avó nasceu, a desnutrição infantil era uma das maiores preocupações de saúde no Brasil. Da infância em Salvador à velhice em São Paulo, a trajetória de Raimunda e das duas gerações que vieram depois é um retrato da complicada transição vivida pelo país na alimentação. Em menos de um século, o Brasil substituiu algo muito ruim (a desnutrição) por algo ainda pior (a obesidade).

Quando Mundinha era bebê, a aspiração de toda mãe era criar filhos rechonchudos, uma imagem associada à riqueza e à saúde. Ela não era das mais gordinhas nem das mais magras. Não passou fome nem conheceu a fartura. Nos primeiros anos, brincava solta pelos quintais. Gastava, com facilidade, toda a energia fornecida pelas refeições preparadas em casa. Feijão, farinha, macaxeira, carne de porco. Fruta-pão, jaca, manga.
Os pais erram ao usar a
comida para demonstrar afeto.
Nada substitui o colo,
a atenção, a conversa 
A vida mudou quando a família migrou para São Paulo. Raimunda foi morar na Penha, na Zona Leste da capital. A base da alimentação era feijão, farinha, verdura, um torresminho e, raramente, um pedaço de carne. Foi uma adolescente cheinha, mas emagreceu quando começou a trabalhar. Ela conta que caminhava 5 quilômetros todo dia para ir e voltar da confecção onde pregava botões. Com as tias, aprendeu a fazer uma boa rabada, tradição que mantém ainda hoje. “Em primeiro lugar, não se deve remover a gordura da carne. Rabada tem de ser bem gorda”, diz. A foto do casamento de Raimunda mostra uma noiva de 42 quilos. A cada uma das seis gestações, ela engordava um pouco mais. Chegou aos 89 quilos quando a caçula, Miriam, completou 2 anos. A menina nasceu magrinha (2,4 quilos). Ganhou peso rapidamente nos anos seguintes. “Minha mãe sempre fez muita rabada, fritura, doces. Só coisa gostosa”, diz Miriam.

Na adolescência, ela chegou aos 97 quilos. Nos anos seguintes, entrou num contínuo engorda-emagrece – alimentado por dietas radicais, remédios e fórmulas para emagrecer. Aos 31 anos, trabalha como despachante. Quando fica ansiosa, devora doces. Vinte balas, uma atrás da outra, se o congestionamento for pesado. Os 90 quilos lhe parecem mal acomodados em 1,60 metro. Os antidepressivos não dão conta da tristeza. Miriam come mais e engorda mais.

Assim como os hábitos, a explicação para o ganho de peso é contagiante. “Dá ansiedade, e eu como”, diz Noemi, de 9 anos, 55 quilos, a filha única de Miriam. A menina nasceu com 2,5 quilos. Foi amamentada até os 3 meses e, desde então, adaptou-se aos costumes da casa e ao novo padrão de consumo.

– Gosto de bisnaguinha com requeijão e mortadela. Um dia, comi oito. Pizza boa é de frango com catupiry e bacon. Quatro pedaços.
– Você não passa mal?
– Às vezes, sim, mas aprendi. Antes de comer, preparo o sal de frutas e deixo o copo do meu lado.

Na escola, Noemi não se sente diferente. “As outras crianças são gordas. E as professoras também.” Não gosta de atividade física, mas queria ser mais leve. “Ser gorda cansa.” Ficou animada com uma aula de balé, mas não pôde continuar. “A meia-calça não passava na coxa”, diz a mãe.

Miriam não gosta de disputar comida com a filha. Por isso, toma providência de fazer duas compras de guloseimas. Uma fica estocada no quarto dela. A outra é da menina. Quase ao lado do sobradinho, há um posto de gasolina, equipado com loja de conveniência. Não faz muito tempo, Noemi ganhou R$ 100 de presente. Todo o dinheiro foi gasto ali, em pirulitos, balas, chocolates e salgadinhos. A menina sofre de bronquite, sinusite e dores nas pernas. O colesterol é alto (280 miligramas por decilitro de sangue), a ponto de superar a avó (230 mg/dL). Os médicos recomendam manter o colesterol total abaixo de 200 mg/dL. Raimunda tem hipertensão e diabetes. Aos 31 anos, Miriam sofre de insônia. Toma um indutor do sono que aumenta ainda mais seu apetite. Além dele, um antidepressivo e uma droga para evitar arritmia cardíaca. De vez em quando, sofre picos de hipertensão. Miriam tem uma convicção: “Comida vicia”.

30 passos para aprender e ensinar a comer (Foto: reprodução/Revista ÉPOCA)

No livro A bússola do prazer (sem edição no Brasil), essa ideia é discutida por David Linden, professor de neurociência da Universidade Johns Hopkins. Ele menciona estudos feitos a partir de imagens de ressonância magnética do cérebro dos obesos. Esses trabalhos revelaram a existência de uma alteração genética nos mecanismos cerebrais que regulam o prazer. Por isso, segundo ele, os obesos desejam mais comida e sentem menos prazer ao comer que os magros. “A ideia de que comer é um comportamento inteiramente consciente e voluntário está profundamente enraizada em nossa cultura”, diz Linden. “No entanto, não somos puro livre-arbítrio. Estamos sujeitos a forças subconscientes que influenciam nosso comportamento.”

Apesar desses estudos, ainda não existe suficiente evidência científica para demostrar que os alimentos viciam como se fossem drogas. “Para que uma substância seja considerada promotora de dependência, precisa seguir três etapas: a pessoa abusa dela, o organismo fica tolerante e, se deixa de consumi-la, sofre os graves efeitos da abstinência química”, afirma o psiquiatra Alexandre Pinto de Azevedo, coordenador do Grupo de Estudos em Comer Compulsivo e Obesidade do Hospital das Clínicas, em São Paulo. “Não é o caso da comida.” Entre os obesos que buscam tratamento para perder peso, 30% recebem o diagnóstico de compulsão alimentar, a ingestão descontrolada de grandes quantidades de alimento. Metade dos obesos mórbidos tem compulsão alimentar. As pessoas nascem com essa predisposição genética, mas o problema só se manifesta se o meio social (a influência comportamental dos pais) for favorável a isso.

Desde cedo, a criança desenvolve uma relação emocional com os alimentos. Os pais erram ao usar a comida para demonstrar afeto. Nada substitui o colo, a atenção, a conversa. Se a mãe sente culpa por passar muito tempo longe da criança, enchê-la de guloseimas quando volta para casa não resolve o problema. Cria outro. Os bons momentos não precisam estar frequentemente cobertos de açúcar e gordura para ser percebidos como expressões de amor.

A falta de afeto também engorda. As crianças podem crescer inseguras e frustradas. O estresse crônico provocado por esses sentimentos desregula o sistema fisiológico responsável pelo gasto calórico. O resultado pode ser o ganho de peso. Em outros casos, a comida funciona como um grande colo para as pessoas que têm dificuldade de lidar com frustrações. Quando uma contrariedade se apresenta, elas correm para um pacote de bolacha.

“Existe um funcionamento mental obeso, assim como existe um funcionamento mental magro”, diz a psicóloga Patricia Vieira Spada, do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O obeso não pensa no que o corpo dele precisa. “Ele quer satisfazer um desejo – não a fome.” Esse comportamento pode ser modificado, mas leva tempo.

A MALDIÇÃO DOS GENES

Cada um de nós chega ao mundo com instruções básicas de funcionamento guardadas nos genes. O ambiente pode fazer com que algumas dessas instruções sejam ignoradas ou excessivamente valorizadas. Essa interpretação do manual de fabricação começa antes mesmo do nascimento. As condições de vida dentro do útero da mãe podem alterar as ordens ditadas pelos genes. O útero de uma mãe obesa ou de uma mulher magra que engorda excessivamente durante a gestação (30 quilos ou mais) terá altos níveis de substâncias como glicose, insulina e leptina (o hormônio que regula o apetite). Elas podem alterar no feto a resposta da região cerebral responsável pelo comando da fome e da saciedade. Também podem aumentar a formação de células de gordura no bebê. Ao longo de toda a vida, ele terá facilidade para ganhar e acumular peso.

O mesmo pode acontecer num útero pobre em nutrientes. Se a mulher for magra demais e não engordar o suficiente durante a gestação, a criança pode nascer programada para estocar o máximo de energia. É uma resposta do organismo à privação. Durante a amamentação, a ação do ambiente continua. Bebês precisam ser amamentados durante pelo menos seis meses. A privação do aleitamento, muitas vezes associada à suplementação com farinhas e outros produtos inadequados, estimula o corpo a poupar. Quando a fartura alimentar chegar, a criança estará programada para estocar energia e ganhar peso com facilidade. Quando um dos pais é obeso, o risco de o filho ser gordo é de 40%. Se pai e mãe forem obesos, o índice sobe para 80%. A cada geração, o acúmulo de gordura ocorre mais precocemente. Principalmente se os hábitos de consumo da família mudaram para pior. As regras impostas pelos genes podem ser alteradas com mudanças ambientais e de comportamento. “As mães culpam a genética e se acomodam”, diz a endocrinologista Claudia Cozer, diretora do Núcleo de Obesidade do Hospital Sírio-Libanês. “É preciso escapar dessa armadilha.”

Os genes e a família França Pinto (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA e álbum de família)

Em alguns casos (a minoria, felizmente), nenhuma mudança de comportamento parece capaz de alterar a mensagem dos genes. Pedro França Pinto Marotti, de 21 anos, estudante de medicina, foi um bebê diferente. De repente, aos 2 anos, engordou 4 quilos. Um exame de sangue revelou que ele já tinha colesterol alto. Nasceu ali sua história de controle alimentar e preocupação com atividade física. O rápido e precoce ganho de peso mostrava a repetição de uma sina da família. Pedro seria obeso como a mãe, os tios e os avós. A mãe (a professora Ana Claudia) estava em guerra contra a balança desde a infância. Antes mesmo de engravidar, sentia medo de ter um filho obeso. Ela e cada um de seus três irmãos chegaram a pesar mais de 100 quilos em algum momento da vida. Pedro mal falava quando começou a fazer dieta. Chorava e dizia que alguém havia colocado água na mamadeira. Era o leite desnatado, o primeiro de muitos cuidados e restrições alimentares que marcariam a infância e a adolescência.

“Minha relação com a comida sempre foi conflituosa”, diz Pedro. “Todos os meus amigos tomavam lanche na cantina. Nunca pude levar dinheiro. Pedia o resto do sanduíche deles para matar a vontade.” Na infância e na adolescência, uma nutricionista planejava a dieta rigorosa. A atividade física era intensa: cinco horas e meia de treinamento de natação todas as semanas.

Na época do cursinho pré-vestibular, Pedro abriu mão da piscina. Apesar da dieta de 1.200 calorias, foram necessários apenas três anos para que o peso do adolescente de 1,65 metro saltasse de 62 para 103 quilos. Aos 17 anos, sentia fome como nunca. Começou a tomar sibutramina, um remédio para emagrecer. Em seis meses, a droga deixou de fazer efeito. A solução radical foi a redução de estômago, em 2009. Quatro anos depois, Pedro pesa 60 quilos. “Um mês depois da cirurgia, comi minha primeira refeição, ajeitada num pires pequeno: arroz, feijão, espinafre e um bifinho. Foi a melhor da minha vida.”

Ana Claudia foi operada um ano antes do filho. Tinha 103 quilos, colesterol e glicemia elevados, gordura no fígado. A endocrinologista foi peremptória: “Ou você emagrece ou largará dois filhos por criar”. Hoje, Ana pesa 61 quilos. Aos 8 anos de idade, já tomava remédios para emagrecer. “Quando era adolescente, ir à praia era um sofrimento, porque 90% das pessoas eram saradas. Hoje, 90% são gordos, inclusive a garotada”, diz Ana.

Cozinhar nunca foi o forte de Maria Antonieta, mãe dela e avó de Pedro. A empregada da família fazia o trivial. Na lata de feijão, Antonieta guardava bananinhas açucaradas. Quando não havia doce em casa, pegava um pão, retirava o miolo, passava manteiga e jogava açúcar por cima. “Aquilo preenchia um buraco”, diz. Um buraco emocional resultou do casamento com um homem ciumento, que abusava do álcool. O marido acordava de madrugada para procurar indícios de traição nas bolsas da mulher. Ela e os filhos viviam em constante tensão. Aos 19 anos, já casada, Antonieta começou a engordar. Em vários momentos, passou dos 100 quilos. O casal se separou há 16 anos. Pouco tempo depois, o ex-marido morreu. Nos últimos anos, ela passou a comer menos. Está satisfeita com os 69 quilos e diz não sentir fome.

A história da família Marotti – três gerações em luta contra a obesidade – começou com o casamento de Antonieta e Ernesto. Ambos engordavam com facilidade e eram primos de primeiro grau. A predisposição genética ao ganho de peso parece ter se fortalecido geração após geração, até acertar Pedro em cheio. Ele ainda vigia as calorias que coloca no prato. A possibilidade de recuperar o peso o apavora. “Não quero voltar a ser julgado por minha aparência. Eu me sentia como um cachorro que geme e, ainda assim, alguém esfrega o focinho dele no chão”, diz. Pedro pretende se especializar em cirurgia bariátrica. Quer ser capaz de oferecer um último recurso aos obesos, quando mais nada for capaz de alterar as emoções, os hábitos e os genes.







Apetitosos e pesados (Foto: Sendi Morais/ÉPOCA)

Fonte: Revista Época

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Os embutidos “metidos a saudáveis” realmente fazem bem para a saúde?

O que vocês acham? Confira, pois pode ser uma dúvida sua. Eu simplesmente tou "PASSADINHA DA SILVA".
Será que é verdade mesmo?
Ingredientes

Blanquet de Peru Light Sadia

blanquet sadia1
Peito de peru, água, fécula de mandioca, maltodextrina, sal, proteína de soja, regulador de acidez lactato de sódio, aromas naturais, aromas naturais de pimenta preta, vermelha e branca, aroma natural de fumaça, estabilizantes tripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, antioxidante eritorbato de sódio, realçador de sabor glutamato monossódico, conservador nitrito de sódio, corante carmim.
Esse é o Blaquet que ~alucina~ a família da nossa leitora hehehe. Já viram que é uma quantidade enooorme de produtos, certo? Vamos ver quais são os principais aspectos dos ingredientes:
  • O peito de peru está em primeiro lugar, ou seja, é o ingrediente em maior quantidade.
  • No entanto, se somarmos todos os outros ingredientes, o pobre peito de peru sai perdendo coitado. Encontramos a fécula de mandioca como terceiro ingrediente em maior quantidade. A fécula de mandioca, também conhecida em algumas regiões brasileiras como polvilho doce ou goma, é um pó fino branco, inodoro e insípido. Trata-se de polissacarídeo natural, da família química dos carboidratos constituídos de cadeias lineares (amilose) e cadeias ramificadas (amilopectina). Obtém-se a fécula à partir das raízes da mandioca, após descascamento, trituração, desintegração, purificação, peneiramento, centrifugação, concentração e secagem*. Gente, o que isso está fazendo em um alimento que era pra ser “carne”?
  • Encontramos maltodextrina, um carboidrato de alto índice glicêmico. Além disso, também contémproteína de soja! Esses ingredientes não são prejudiciais, mas não esperávamos encontrar nesse tipo de produto. Esse embutido parece uma colcha de retalhos, viu?! Inclusive, a proteína de soja aparece em TODOS os embutidos analisados.
  • Os prejudiciais vem agora! Uma lista imeeeensa de aditivos alimentares, os quais incluem oglutamato monossódico. Ele é bastante utilizado na indústria de alimentos (em salsichas, carnes, temperos prontos…) e, por isso, o seu consumo está aumentando, cada vez mais, ao redor do mundo. Alguns estudos mostram que o glutamato monossódico pode causar intoxicação, pois o ingerimos em grandes quantidades. Além disso, ele pode alterar o metabolismo da fome e da saciedade,aumentando o apetite**, podendo também aumentar o risco de sobrepeso, pressão arterial e diabetes tipo II.***
    Percebam também que o produto ainda contém sal comum além do glutamato monossódico. Isso contribui para o aumento do sódio na porção, o que vocês vão ver mais adiante nas informações nutricionais.
  • Nem vamos falar sobre o aroma natural de fumaça! (?????) É adicionado aos alimentos aos quais se deseja conferir sabor de defumado. Encontramos também “aromas naturais” sem especificação e aroma natural de pimenta preta, vermelha e branca. Por que não colocam as pimentas de verdade, então?!

Peito de Peru Light Sadia

peito defumado sadia1
Peito de peru, água, sal, proteína de soja, sal com reduzido teor de sódio, açúcar, estabilizantestripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, aromatizante, antioxidante eritorbato de sódio, conservadornitrito de sódio, corante carmim.
  • Aquele blanquet foi a treva, então vamos olhar esse outro embutido da Sadia, o qual possui bem menos ingredientes. Esse não contém a maltodextrina, o glutamato monossódico e o aroma de fumaça! :)
  • Por outro lado, contém açúcar (por quê????) e outros diversos conservantes que praticamente todos os embutidos apresentam.
  • Um deles é o nitrito de sódio, presente em todos os embutidos analisados. A utilização do conservante nitrito de sódio (NaNO2), que está inteiramente ligado à quantidade ingerida em contato com substâncias do trato gastrointestinal, reage formando nitrosamina. Surge um metabólito carcinogênico (isso mesmo, pode causar câncer!), devido à temperatura e ao ambiente ácido. Por essa razão, deve ser reduzida a ingestão de nitritos os quais podem ser encontrados em alimentos defumados ou curados como carnes, peixes, linguiças e salsichas.****

Presunto Cozido Sadia

presunto sadia1
Pernil suíno, água, sal, proteína de soja, maltodextrina, estabilizantes tripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, espessante carragena, antioxidantes eritorbato de sódio, realçador de sabor glutamato monossódico, conservador nitrito de sódio, aromatizantes e aromas naturais de pimentas vermelha e preta.
  • No presunto da Sadia também não vemos muitas novidades boas. Continua a proteína de soja, a maltodextrina, o glutamato monossódico, o nitrito…. E esse tripolifosfato de sódio que também aparece em TODOS os embutidos! A capacidade de retenção de água da carne é melhorada através do uso de sais e fosfatos alcalinos. O sal e os fosfatos tais como o pirofosfato de sódio, o hexametafosfato de sódio e o tripolifosfato de sódio ajustam o pH do sistema e favorecem a expansão das fibras da proteína da carne, permitindo a hidratação das mesmas.*****

Chester Fatiado Perdigão

chester perdigão1
Carne de ave, água, proteína isolada de soja, sal, fécula, açúcar, regulador de acidez lactato de sódio, estabilizante tripolifosfato de sódio, espessante carragena, aromas naturais (com pimenta), antioxidante isoascorbato de sódio, conservador nitrito de sódio.
  • Não pense que mudando a marca, você encontrará aditivos diferentes. Até agora vimos a Sadia e passando para a Perdigão, encontramos praticamente os mesmos ingredientes. Felizmente não possui glutamato monossódico, mas os outros conservantes estão marcando presença. Fora que “carne de ave” é uma informação meio vaga, não acham?  O destaque na parte da frente da embalagem diz ser carne de peito, porém atrás eles não se comprometem dizendo que parte da ave é a utilizada… será que é peito mesmo?

Peito de Peru Light Seara

peito de peru seara1
Peito de peru, água, proteína isolada de soja, especiarias naturais (cravo, pimenta vermelha, pimenta preta, noz moscada, canela e extrato de orégano, maltodextrina, sal, açúcar, aroma natural de fumaça, regulador de acidez lactato de sódio, antioxidantes eritorbato de sódio, estabilizantes tripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, espessante carragena, acidulante ácido lático, realçador de sabor glutamato monossódico, acidulante ácido cítrico, antioxidante ácido ascórbico, conservador nitrito de sódio, corante natural carmim de cochonilha.
  • Então passamos para a marca Seara e….GENTEEE o que é isso?! Pela embalagem parece que estamos prestes a consumir algo super light e saudável e quando lemos os ingredientes…SUSTO! Tem de tudo e mais um pouco! A única vantagem é a presença das especiarias naturais, mas vamos combinar que isso não compensa o uso de taaaantos aditivos alimentares!

Peito de Frango Light Seara

peito de frango seara1
Carne de frango, água, fécula de mandioca, maltodextrina, proteína vegetal de soja, especiarias naturais (pimenta branca, alho, cebola, cravo e extrato de orégano), sal, açúcar, regulador de acidez lactato de sódio, espessante carragena, antioxidantes eritorbato de sódio, acidulantes ácido lático e ácido cítrico, conservador nitrito de sódio e realçador de sabor glutamato monossódico.
  • O peito de frango é um pouco menos tenebroso quando comparado ao peito de peru, mas ainda assim apresenta muuuitos aditivos!
Olhando os ingredientes vocês podem perceber que não tá fácil pra ninguém, não é mesmo?! Como saber qual deles é o menos pior, com tanta porcaria nos ingredientes?
Como vocês já sabem, aqui nós sempre levamos em consideração as informações nutricionais para fazermos as análises. Então, bora lá!
INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS
comparação informações nutricionais rótulos embutidos seara perdigão sadia
Obs: Padronizamos todos os produtos para 40 g, que representa em torno de 2 fatias, para fins de comparação.
  • CALORIAS: O produto menos calórico, acreditem, é o Presunto da Sadia! Ele era um dos poucos que não dizia LIGHT ou “baixo teor de gordura” na embalagem. Apresenta somente a descrição “sem capa de gordura”.  Todos os outros mais ou menos se equivalem na quantidade de calorias, sendo o mais calórico o Chester da Perdigão.
  • PROTEÍNAS: Queremos proteínas, afinal, estamos consumindo “carne” teoricamente… Os produtos que apresentam as maiores quantidades são os Peitos de Peru da Sadia e da Seara e o Chester da Perdigão. Mas, vamos lembrar que TODOS apresentam proteína de soja, que apesar de possuir um alto valor biológico, é de origem vegetal.
  • GORDURAS: Quanto às gorduras totais, encontramos uma grande diferença entre o Peito de Peru da Seara (0,2 g) e o Peito de Frango da Seara (1,2 g). As outras marcas ficam com os valores intermediários. Já nas gorduras saturadas, encontramos pouca quantidade (comprovando que as carnes aí passaram longe meesmo!). Infelizmente, somente 2 produtos apresentaram a quantidade degorduras mono e polinsaturadas, as quais, quando consumidas em quantidade adequada, fazem bem ao organismo.
  • SÓDIO: corram para as colinass!!!!!! TODOS apresentam muuuuito sódio!!! A legislação dos rótulos******, ainda considera 6 g de sal por dia o recomendado. Segundo as novas referências daOrganização Mundial de Saúde, esse valor passaria para 5 g/dia. Assim, se convertermos o percentual para a nova recomendação, os produtos apresentariam entre 15,7% (Blanquet e Peito de Peru Sadia) e 25,6% (Peito de Frango Seara) do valor máximo recomendado de sódio em uma porção (aproximadamente 2 fatias).  Ao fazer um sanduíche, o sódio do pão francês acrescenta mais 286 mg em média à soma sem contar com o queijo, por exemplo!
Os produtos Blanquet de Peru Sadia, Peito de Peru Light Sadia, Peito de Frango Seara e Peito de Peru Light Seara apresentam a palavra LIGHT na embalagem, com os dizeres “baixo teor de gordura, menor que 3%”. O peito de Chester não diz ser light, mas também fala em baixo teor de gordura.
Light é o termo utilizado em alimentos produzidos de forma que sua composição reduza em, no mínimo, 25% o valor calórico ou algum nutriente, tal como açúcar, gordura total, gordura saturada, colesterol e sódio comparado com o produto tradicional ou similar de marcas diferentes.
Nesses casos, os fabricantes não afirmaram na embalagem com quais produtos foram comparados.
Ranking do Fechando o Zíper (considerando ingredientes + informações nutricionais + embalagem):
1º Peito de Peru Light Sadia
2º Chester Fatiado Perdigão
3º Presunto Cozido Sadia
4º Blanquet de Peru Sadia
5º Peito de Frango Seara
6º Peito de Peru Light Seara
SAIBA MAIS: de onde surgiu essa “nhaca” toda?
A origem dos embutidos data de 500 a. C., com fabricação em escala artesanal ou familiar, o que resultou em um grande número de variedades associadas com os nomes dos locais onde eram produzidas, por exemplo, salame de Génova. Os embutidos podem ser classificados em três categorias gerais: frescos, cozidos ou defumados e secos. Em muitos destes, especialmente os secos e semisecos, o “bouque” é conseqüência de fermentação bacteriana, como as do tipo frankfurt. Os embutidos têm como principais ingredientes partes do animal pouco nobres e de difícil comercialização, sendo mais desejáveis aquelas com capacidade de retenção de água. A quantidade de água adicionada não deve ultrapassar 10% de quatro vezes a proteína de origem animal. Como agentes de cura são usados sal, nitratos e nitritos e açúcares. Também os condimentos e aditivos intencionais, os quais têm a finalidade de melhorar aspectos da qualidade tecnológica, se destacam como importantes ingredientes na produção desses alimentos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Minha "Musa" Inspiradora...

Meninas pra começar bem a semana e como prometido venho contar pra vcs a história da minha Musa Inspiradora, a Monique a Momô do LivreLeveLight. Quero ser igual a ela quando eu "crescer"... Uma história muito, muito, mais muito  inspiradora mesmo...

Aliás... Vou deixar que ela mesma Conte.


" OláááS!
Meu nome é Monique (Momô) tenho 26 anos. Divorciada (aleluuuuia!), não tenho filhos. Hoje sou noiva outra vez! (NãodesistodoAmor!)...

Na adolescência NUNCA fui gorda. Muito pelo contrário, sofria transtorno alimentar e idolatrava a magreza! Sempre pesei menos de 60. Mas aos 17 anos melhorei... Comecei namorar meu então marido aos 14 anos... noivamos... Faltando 3 meses para me casar, isso com 18 anos pesava 62kgs. Tanto quanto bom para quem media 1,64. (Bom não vai... ÓTIMO!Afinal estou na luta pra chegar nesse peso e tá difícil)...

Durante esses 3 meses, comecei a tomar anticoncepcional, veio a ansiedade dos preparativos para a festa e perdi um pouco o controle e no dia do casamento a balança marcava 67kgs. Seria bom se tivesse tomado juizo nessa fase. Mas não foi isso que aconteceu! Alguns meses depois me vi pesando 72Kgs. Achei um absurdo!!! Afinal era mesmo! Minhas roupas já não cabiam e isso me frustrava muito.

O ano era 2006 com menos de 1 ano de casada, resolvi tentar o método mais fácil. Comecei a tomar ANFEPRAMONA que consegui comprar sem receita e nem nada! ABSURDO! Passei a viver a base de água, café e cream cracker (afinal o remedio tira absolutamente o apetite). O objetivo era emagrecer SÓ 5kgs, mas fiquei paranóica! Em questão de 2 meses cheguei a 56kgs! Sim, Sim! Isso mesmo que você leu eu emagreci 16kgs em 2 meses!!! MAGRA, SECA, doente e paranóica. Minha mãe pensou em me internar. Ela e meu marido descobriram meu remédio e jogaram tudo fora!!!

Foi aí que comecei a engordar, engordar e engordar! Em menos de 1 ano. Ganhei os 16kgs que havia emagrecido com remédio e mais 11kgs. Pois é! Vi 83kgs na balança! Foi algo incontrolável e sem explicação. Eu simplesmente queria COMER e o resto não me interessava. Nessa época já não era feliz com o casamento (AssuntoOff!) Passei a descontar TODAS as minhas frustrações na comida. Esse era o meu refúgio. Me afastei da minha família e minha vida se limitou a : Trabalhar, COMER e COMER!

Em 2009, na virada do ano decidi emagrecer outra vez, dessa vez sem remédio. Havia feito até um blog na época chamado “Rumo ao Alvo 2009”. Consegui emagrecer 14 kgs... Cheguei aos 69kgs. Estava feliz, mas ainda não satisfeita!Queria por que queria chegar aos 65 e pelo fato de passar 1 mês sem emagrecer NADA eu simplesmente desisti e vou resumir onde isso deu: Momô desmotivada, largou a academia e voltou a comer como se o mundo fosse acabar... Pra mim o mundo podia acabar. Não me arrumava, parecia um trambolho de gente! Nem gosto de lembrar do quão amarga eu era! O dia mais triste da minha vida, foi quando meu irmão se casou no início de 2011 e eu tive que procurar roupa para ENTRAR COM ELE no casamento!! Gente! Que derrota esse dia!!!! Tenho uma foto que DEMONSTRA totalmente minha frustração. Usei um vestido PRETO. Prendi o cabelo MAIS OU MENOS, pintei minha boca de marrom e fui... Affe.
Olha aí:


- Quando decidiu mudar de vida?

Bom... Eu sabia que estava gorda, via no espelho, nas roupas... Na balança não! Já não me pesava mais... Até que vi uma foto que tiraram do meu corpo sem eu perceber... NÃO ME RECONHECI. Que tristeza!
Essa é a foto:


Foi quando reconheci que precisava mudar e dessa vez teria que ser PARA SEMPRE. Em um determinado dia de Agosto/2011... CHOREI MUUUUUITO. Muito mesmo! Sozinha no meu quarto... Coisa minha... Mas aquele foi o dia DETERMINADO PARA A MUDANÇA! Eu disse para mim mesma e para mais ninguém: AGORA VAI!

Desembalei a balança que estava guardada no armário e subi: 89,4. JESUS

Meu próximo passo não foi fazer DIETA e ATIVIDADE FISICA. Busquei mudar alguns hábitos em casa mesmo: Beber mais água. Priorizar o integral e comer de 3/3horas...

Outra coisa: Eu queria MUDAR. Mas queria que essa mudança viesse de dentro, justamente para ter consciência de todas as minhas escolhas e para que durasse a vida toda!! Foi um trabalho difícil,  pois mudar a MENTE não é algo fácil.. Mas não desisti de mim!

Criei o blog neste mesmo mês e passei a dividir SEMANALMENTE minhas conquistas com balanços demonstrando como a balança estava reagindo aos meus estímulos!

- O que é HOJE R.A e A.F pra vc?


Hoje eu VIVO minhas escolhas com prazer! Pra mim não é sacrifício comer BEM e comer gostoso! Sei meu limite, aprendi a conhecer meu corpo. Não é atoa que priorizei chegar aos 69kgs e manter o peso por tantos meses justamente para que meu corpo entendesse que 69 será o meu peso MÁXIMO daqui para frente! Hoje voltei a emagrecer pois quero e VOU chegar aos 62/64. É o novo objetivo! E estou fazendo isso aos poucos! 
Emagrecer foi e é só uma parte da minha mudança! Outras coisas mudaram MUITO desde aquele dia que chorei muito (08/2011).. E muitas outras coisas ainda irão mudar daqui para frente!!! 


- Faz quanto tempo de A.F e quantos dias na semana?

NUNCA passei HORAS E HORAS na academia. Emagreci 25kgs na época em 27/28 semanas e as pessoas pensam que passei fome ou fiquei horas a fio na academia... QUE NADA! Menos é mais! Importante era fazer bem feito! Uma horinha todos os dias e geralmente no FDS não ficar parada foi essencial para chegar no peso que cheguei.
Treino de segunda a sexta. FDS fico de folga de atividade física. Faço aeróbico e musculação.
Estou encostada atualmente por conta da cirurgia que fiz. Não, não.. NADA de lipo, abdominoplastia !! Só coloquei ‘’peitinho’’ mesmo!

 - Qual o alimento que mais foi difícil de deixar?

NENHUM. Eu não deixei NENHUM alimento! Só diminuí quantidades! Até hoje como chocolate comum. Meu café é com AÇUCAR cristal. Meu TODDY não é light e meu leite é INTEGRAL!
Ah, gente! Tudo é fase, eu hoje já estou repensando a possibilidade de CORTAR certos alimentos mas ainda está só na teoria. Quero me dedicar aos treinos para hipertrofia e definição então é óbvio que para minha realidade ATUAL eu precisarei rever minha dieta, mas enquanto isso não acontece, vou equilibrando e fazendo o melhor que posso todos os dias! Mas na época da dieta do início mesmo eu só priorizava os integrais e evitava comer alimentos pesados a noite (Arroz e Feijão a noite, JAMAIS COMI) Até hoje sigo essa regra!

- O que não pode HOJE faltar na sua R.A/geladeira?


Na minha RA, jamais pode faltar os meus chás! Gente, sou adepta mesmo! No início da dieta tomava 1lt de chá trinta ervas todos os sábados (e somente aos sabados!) Hoje já tenho outros que vou intercalando: Hibisco, Centella, Verde e Sene. Tudo com moderação, é claro! Hoje o máximo que tomo são 500ml pois tomo mais vezes na semana.

- Uma dica pra quem tá começando agora?


Primeiro: CALMA!
Não é porque você decidiu dar um BASTA que vai ter que mudar TUDO o que fez errado por anos em alguns dias! Se permita viver CADA FASE do emagrecimento com total consciência! Curta cada grama a MENOS e cada grama que aparecer A MAIS também!! Sim!! Haverá semana que MESMO VOCÊ fazendo tudo certo a balança vai marcar um peso MAIOR do que o visto anteriormente e você não dever ‘surtar’ por esta razão!
Entenda que: A maior motivação está dentro de VOCÊ! Voce até pode se inspirar em algumas pessoas, mas INSPIRI-SE em você. Desafie-se. E se vier a errar, acerte no momento seguinte! A vida é assim, cheia de altos e baixos! No emagrecimento não seria ou será diferente!
Nunca compare o SEU emagrecimento com o de terceiros. VOCÊ é VOCÊ, fulano é fulando. Como me disse uma grande amiga uma vez: “Dois corpos, DOIS MUNDOS diferentes!”
Fiz recentemente no blog, um post com todas as fases evolutivas das banhas de Momô, olha no link que possui fotos de todas as fases vividas desde 09/2011 até 05/2013: http://livrelevelight.blogspot.com.br/2013/05/momo-mutante-2011x2012x2013.html

E por último jamais DESISTA. Não desista de você! Não é fácil eu sei que não é!! Mas todo esforço vale a pena...E a recompensa vem...E vem em números DECRESCENTES!!!!Meu Beijo "


Momô#LivreLeveLight
Instagran: @LivreLevelight








Ela não é LINDA? Não me "aguento" com essa foto de perfil dela. Momô sua linda de doer :D

Beijos



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Livre-se da prisão de ventre e desinche a barriga


Galeraaaaaaaaaaaaaa eu sofroooooooooooooo com isso viu? Já cheguei a ficar uns 15 dias sem ir ao banheiro... Massssss agora não vou ficar maisssssssssssssssssss... Ultimamente tou "visitando" o banheiro quase todos os dias e nem sabia o pq... agora eu sei. hehehehe... Vejam ai... Muito legal a matéria.



Travou. De novo. Você já nem se lembra qual foi sua última ida ao banheiro? Intestino de mulher é coisa complicada mesmo. Cheio de caprichos, fica preguiçoso ao menor sinal de turbulência emocional - medo de perder o emprego, ciúme do namorado, desânimo com os quilos a mais. Pode também desandar. A prisão de ventre, porém, é a queixa mais frequente. Além do óbvio desconforto, o acúmulo de gases infla a barriga e derruba o visual.Tudo o que mulher nenhuma quer, certo? Será que existe algo de novo no front para atacar o mal? O que há, na verdade, é um estudo de fôlego que confirma o que já se suspeitava: incluir atividade física na rotina provoca efeitos mecânicos no intestino, aumentando o fluxo sanguíneo em toda a região abdominal, melhorando o tônus muscular e favorecendo, assim, os movimentos que fazem o órgão funcionar todos os dias. A megapesquisa, conduzida pela Oxford University, na Inglaterra, estudou o estilo de vida de 20630 homens e mulheres e comprovou a influência dos exercícios para um bom ritmo intestinal. Estes são os quatro melhores:

1. Pular corda. Vinte minutos é o suficiente para aumentar o fluxo sanguíneo para o intestino. Se você estiver fora de forma, suas pernas e joelhos vão se ressentir. Por isso, comece a pular um pouco por dia sobre um tapete macio, para amenizar o impacto, e vá aumentando o ritmo gradativamente. Também vale pular sobre uma minicama elástica (sem a corda, claro!) - Essa é ótima... Juro que não sabia... E olhe que meu intestino está funcionando direitinho viu?

2. Caminhar rapidamente. O tempo ideal para movimentar os órgãos do trato digestivo fica entre 35 e 45 minutos.

3. Praticar ioga. As melhores posturas são as que contraem o abdômen e as flexões para a frente. 

4. Ficar de cócoras. Nessa posição - e com o tronco curvado para a frente o máximo que puder -, você "acorda" o intestino. Algumas práticas, como a ioga e a ginástica natural, exercitam esse movimento, mas você pode fazê-lo em casa uma vez por dia, durante mais ou menos um minuto.

A vida sem amarras

Adotar estes bons hábitos diários é obrigatório
• Pratique atividade física
• Faça as refeições em horários regulares
• Beba de oito a dez copos de água
• Inclua fibras no cardápio, comendo verduras, legumes, frutas e cereais integrais
• Tome iogurtes probióticos e/ou leites fermentados

Coisa de mulher

Nós tendemos a sofrer quatro vezes mais com essa chateação do que os homens. Por quê? O Estudo SIM Brasil - Saúde Intestinal da Mulher, feito pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) em parceria com a Danone Research, centro de pesquisa da empresa de produtos lácteos, investigou 3500 mulheres de dez cidades brasileiras e chegou a quatro conclusões principais, que confirmam aquilo que nós, mulheres, já sabíamos.

1. O intestino tem forte influência sobre nossas emoções. Stress, nervosismo, ansiedade e raiva podem dificultar os movimentos peristálticos que levam ao esvaziamento do conteúdo intestinal. "O órgão é o segundo local do corpo com maior enervação e funciona como uma caixa de ressonância dos sentimentos", explica o gastroenterologista José Galvão Alvez, presidente da FBG. "Por isso, é o que mais sofre a somatização - um processo pelo qual distúrbios de origem emocional se traduzem em algum tipo de mal-estar físico."

2. O sexo feminino está sujeito a estímulos hormonais que influem no funcionamento do intestino. Para você ter uma ideia, no período de ovulação, entre o décimo e o 16º dia do ciclo menstrual, quando aumenta o nível de progesterona (o hormônio que prepara o corpo para a gravidez), diminuem os movimentos do tubo digestivo. Por isso fica tão difícil fazer o número 2 nesse período.

3. A constipação está diretamente relacionada a comportamentos sociais. Quantas vezes você já não adiou a ida ao banheiro, apesar da vontade, porque não estava em casa, porque saiu da rotina, por pura pressa, para não se retirar no meio de uma reunião de trabalho ou por achar que tinha outras prioridades? "Quem age assim envia ao cérebro a mensagem de que a necessidade fisiológica deve ser reprimida", fala a psicóloga Pamela Magalhães, especialista clínica e hospitalar. "Isso acaba condicionando o intestino a não funcionar." 

4. Hábitos alimentares também têm tudo a ver com o problema. Dieta pobre em fibras, aliada a baixo consumo de líquidos, retarda o trabalho intestinal. E quanto mais tempo as fezes permanecem presas, maior será a dificuldade de expulsá-las. Isso porque o bolo fecal aumenta a cada dia. "Embora não haja estudos científicos conclusivos sobre o papel das fibras na prevenção de doenças inflamatórias, tudo indica que elas ajudam a eliminar toxinas irritantes das paredes do órgão - toxinas que, em tese, podem levar ao risco de câncer", diz José Galvão Alvez. Esse grande mapeamento da saúde intestinal feminina no país constatou que duas em cada três mulheres sofrem algum tipo de distúrbio intestinal - com prevalência de prisão de ventre, gases, inchaço e sensação de peso. Entre as pesquisadas, 57% declararam que o problema afeta a vida sexual, 69% relataram alterações de humor e 50% queixaram- se de cansaço e perda de concentração. O desconforto mexe também com a autoestima. O acúmulo de gases faz a barriga crescer e aparecer, você se sente feia, a última das criaturas. E, aí, cadê clima para o romance entre quatro paredes? A vida sexual vai para o brejo.

Tema tabu

O tema é tratado como um tabu pelas próprias mulheres. Dificilmente tocam no assunto. Segundo o estudo, 75% das pesquisadas não ficam à vontade para mencionar o problema nem mesmo para o médico de confiança. "É como se o intestino não fizesse parte do corpo feminino", observa a psicóloga Pamela Magalhães. "Esse distanciamento explica por que tantas mulheres se referem ao intestino como uma terceira pessoa. Falta criar mais intimidade com esseórgão e é preciso ter claro que emoções mal resolvidas se traduzem em prisão de ventre." A antropóloga Mirian Goldenberg aponta aspectos culturais e sociais como corresponsáveis pelos problemas intestinais. "Desde criança, a mulher vai assimilando o conceito de que fazer cocô é algo sujo e inveja o homem porque faz xixi em pé e não corre o risco de pegar doença no vaso. Ela sente vergonha se numa festa for flagrada dirigindo-se ao banheiro. Quer preservar uma autoimagem de princesa cor-de-rosa, um ser etéreo que não tem necessidades fisiológicas e nem gases solta." É preciso se libertar dessas amarras que provocam a prisão de ventre, proclama. De que maneira? "Levando a vida com mais leveza, pondo mais humor em tudo o que fizer, deixando de sofrer porque soltou um punzinho durante o sexo!", diz a antropóloga. Intestino não tem vontade própria. Quem tem de estar no comando é você. Então, nada de minimizar o problema e achar que vai passar sozinho. Não vai. Faça a sua parte. Do contrário, você vai perdendo a vontade de ir ao banheiro. E aí o distúrbio pode até virar doença crônica. Para que o intestino funcione direitinho, siga o roteiro dos hábitos saudáveis de alimentação e atividade física. E, aí, adeus prisão de ventre!

Fibras para que te quero

Elas dão a maior força para o intestino - a recomendação é ingerir cerca de 25 gramas por dia. Estas são algumas das boas fontes 

• Farelo de trigo (1/2 xícara de chá): 24 g
• Chia (1/2 xícara de chá): 21 g
• Pinhão (10 unidades): 7 g
• Goiaba (unidade média): 5 g
• Pão integral (2 fatias médias): 5 g
• Batata-doce (unidade média): 4 g
• Brócolis (pires de chá): 3 g
• Quinua (1/2 xícara de chá): 3 g
• Flocos de aveia (1/2 xícara de chá): 3 g
• Pipoca pronta (1 ½ xícara de chá): 2 g

Solúveis ou insolúveis?

"Ambos os tipos de fibras beneficiam o intestino", responde a nutricionista Vanderlí Marchiori, vice-presidente da Associação Paulista de Fitoterapia. As insolúveis, que não são absorvidas pelo corpo, aumentam o volume das fezes e facilitam a eliminação. Estão nas verduras, legumes, farelos, cereais e grãos. "Feijão e grão-de-bico devem ser consumidos sem sua película natural, que apresenta um fator antinutricional, que não é digerido, fermenta e forma gases", explica a nutricionista. As fibras solúveis, que se ligam à água, formando uma espécie de gel no intestino, são encontradas na aveia, na maçã, na laranja, no limão, na lima, na pera e nas leguminosas. Como absorvem água, é preciso beber muito líquido para que cumpram seu papel. "As frutas que mais colaboram com o intestino são a manga, o maracujá e a maçã com casca", diz Vanderlí.

Tire suas dúvidas

O intestino precisa funcionar todos os dias?
Não dá para precisar a frequência ideal, que varia de pessoa para pessoa. Evacuações diárias não são necessariamente normais e as menos frequentes não indicam obrigatoriamente um problema. Na prisão de ventre, tanto pode haver uma lentidão do trânsito, como é possível ocorrer um funcionamento diário, mas com volume reduzido e fezes difíceis de eliminar. Por isso, é importante a sensação de que o intestino foi completamente esvaziado 

Laxantes podem ajudar?
Sim, desde que haja indicação médica. Alguns tipos são capazes até mesmo de agravar a constipação ou provocar lesões no revestimento interno do intestino.

Posso usar laxantes homeopáticos?
Assim como os alopáticos, os medicamentos homeopáticos também podem apresentar compostos químicos prejudiciais ao organismo quando usados sem orientação. 

Os chás são eficientes?
Algumas plantas, como o alecrim, inibem a formação de gases. Outras, como a hortelã e o ruibarbo, funcionam como laxantes naturais. Mas cuidado: ervas também são tóxicas. As mais perigosas são a cáscara-sagrada e o sene, embora também ajudem no funcionamento do intestino. Para qualquer tipo, a recomendação é: tome três xícaras por dia, no máximo. 

Suplementos de fibras são eficazes?
Sim, ajudam no trânsito intestinal e até dão saciedade, mas não devem substituir frutas, legumes, verduras e cereais integrais - as principais fontes de fibras solúveis e insolúveis. Os suplementos são bons coadjuvantes de uma dieta com déficit de vegetais. Os mais comuns são os pós à base de casca de maracujá, uva, maçã, chia, e farelo de aveia.






Fonte: Boa Forma






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