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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Um Oiiiii + Receitinha

Oiiiiiii meu amoressss...
Saudades de vcs.
Saudades de Eu? Hehehe...

Como é que vcs estão indo na R.A de vcs? Tudo certinho?
O que tem feito? E A.F como anda?
Nem vou contar viu! A 'discaradenha' aqui não ta fazendo A.F não ;( Porém tou indo bemmmm com a Dukan e tou super feliz.
Essa semana só conseguir eliminar 0,600gr, mas ta valendo né? Melhor que ganhar...
Eu tenho consciência de que poderia estar sendo melhor, masssss como não tou fazendo A.F, tá tudo otemoooooo...
Preciso vencer essa "preguiça" que insisti em me dominar e correr atrás.
Já estou usando o redutor de medidas e vamos ver se reduz mais um pouco a pança. :D

Meninas, tou me sentindo tãoooooooooooooooooooo bem com meu corpo, tou feliz mesmo... Sei que ainda faltaaaaaaaaaaaaaaaa muito, mas é tão bom vestir uma roupa e se sentir bem... Sábado fui fazer faxina no guarda-roupa e tirar algumas roupas para doar... Tinha um shortinho que NUNCA tinha vestido, ganhei da minha mãe e NUNCA deu em mim... sábado vestir e o shortinho ficou "sambando" em mim. Huhuhu...
É uma felicidade sem tamanho...

Eu agradeço muito a Deus, pela força interior que estou tendo, pela força de vontade, determinação para seguir em frente...
Agradeço tb ao meu maridão pela força, apoio e carinho e tb pela insistência para que eu nunca pare de lutar por mim mesma...
Eeeeee agradeço tb a uma companheira que conheci aqui no mundo virtual, ela tem sido uma GRANDE e inseparável companheira, parceira, cúmplice, amigona mesmo... Tenho certeza de quem sem ela eu não teria chegado até aonde estou e sei que JUNTAS iremos muito além... Agradeço a Deus por ela estar "rente" comigo, mesmo com toda essa distância que nos separa e tenho certeza de que a nossa parceria será por toda a vida, pq não é só chegar no peso ideal não, teremos que manter por toda a vida. Então quero agradecer a minha amiga linda Lais do Alcançando a Felicidade.


"Laiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii minha miguxa linda... Obrigada pela parceria viu? Te adoro e sem vc não estaria aqui... :D"


Bommmm... agora chega de declaração hehehe e deixa eu posta minha receitinha...

Eu tava doidaaaa por um doce e então fui testar e deu certo... Vamos lá?

Mouse de maracujá Dukan


Ingredientes: 
Mousse:
2 gelatina de maracujá
300ml de leite desnatado
2 iogurte grego Light


Calda:
1 lata de creme de leite
3 cl de achocolatado Gold
1 cl de adoçante forno e fogão



Modo de fazer:
Preparar a gelatina conforme as instruções da caixinha, só que no lugar da água, utilizar o leite desnatado...
Guardar na geladeira para o dia seguinte. Eu fiz na sexta a gelatina e o mousse no sábado. A gelatina vai estar com 2 cores de amarelo, um amarelo meio creme na parte de baixo que é com o leite e na parte de cima um amarelo transparente que é a gelatina. Tudo ok tá? Ai depois que ela estiver durinha, bater no liquidificador com o iogurte grego light. Bater bemmmmmmmmmmmmm até ficar um liquido bem cremosinho... Colocar em uma forma de vidro e levar para gelar... Não demora nem 2h ele já estar meio que firme...
Para a calda eu levei ao fogo baixo a lata de creme de leite, (eu usei a da Nestle que é 0% carbo), as 3 cl do achocolatado (se não tiver achocolatado pode ser cacau em pó) e o adoçante (eu usei 1 cl só, mas fica a gosto tá?), fiquei mexendo atéeeeee ficar um pouco grossinho... Esperei esfriar uns 5 minutinhos e joguei por cima do mousse... A calda vai entrar no mousse, mas não tem problema, pois fica lindddoooooooo de ver e comer. Hehehehe...

Meninas, fiz no sábado de tarde e acabou no sábado mesmo... Maridinho deverouuuuuu todinho. Ainda bem que conseguir comer um pouco antes né? Rsrsrs...

Depois volto aqui para postar a receita da pizza que fiz... Deliciaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

Beijos e uma linda semana para todas.


terça-feira, 25 de junho de 2013

A família engorda unida

Achei bem interessante e vale muito a pena ler, pois a obesidade é transmitida de geração em geração. A culpa não é só dos genes. Como modificar os hábitos e emoções que produzem o excesso de peso?

DE PAI E MÃE PARA FILHO Uma cena que representa o padrão alimentar de grande parte das famílias. O consumo excessivo de guloseimas industrializadas, antes restrito aos fins de semana, substituiu as refeições preparadas em casa (Foto: Christian Parente/ÉPOCA, Produção de Objetos e Figurino: Felipe Monteiro e Jairo Billafranca, Assistente: Allyni Cintra para Studio Bee Produções, Maquiagem e Cabelo: Omar Bergea, Agradecimentos: Pet Shop Encrenquinhas, Kaue Moda Plus Size, Renner, )
"Eles concordavam que comida era feita de amor e era o que fazia o amor. Nunca poderiam abrir mão de um pedaço de qualquer coisa que desejassem. E se Edie, a filha inteligente e amada, era grande demais para sua idade, isso não importava. Como poderiam não alimentá-la?”

Edie tinha 5 anos e 28 quilos quando seus pais enfrentaram o dilema: como negar comida a um filho gordinho? Os pais não estariam mais por perto quando Edie, aos 60 anos e 140 quilos, abreviaria sua história numa gulosa apoteose diante da geladeira escancarada. A advogada aposentada que, desde cedo, aprendeu a buscar conforto emocional na comida é a personagem central do romance The Middlesteins, da escritora Jami Attenberg, recém-lançado nos Estados Unidos e ainda sem editora no Brasil. Os Middlesteins são uma família judia de classe média que vive em Chicago, mas o desconforto é universal. “Muitas pessoas que conheço, inclusive eu mesma, têm uma relação estranha com a comida. Podemos comer demais ou muito pouco”, disse Jami a ÉPOCA. “O pior é que somos obrigados a encarar isso diariamente, três vezes ao dia. É uma questão que permeia toda a nossa vida.” Aos 43 anos, ela hoje tem peso normal, mas foi gordinha até a adolescência.

Se o livro fosse ambientado no Brasil, a história seria igualmente verossímil. Quase metade da população brasileira (48%) pesa mais do que deveria. Entre os homens, os gordos são maioria (52%). O histórico médico das crianças (33% têm sobrepeso e 14% são obesas) já é comparável ao dos avós: colesterol alto, diabetes, desgaste nas articulações.

A obesidade – principalmente a infantil – tornou-se o maior desafio de saúde pública do Brasil. O SUS gasta R$ 488 milhões por ano para tratar a doença e 26 males decorrentes dela, como câncer, males cardiovasculares e diabetes.

Em grande parte das famílias, as guloseimas e o fast-food, consumidos esporadicamente no fim dos anos 1980, substituíram o almoço e o jantar. Um registro detalhado da nova mesa brasileira aparece no documentário Muito além do peso, da diretora Estela Renner. Nas pequenas e nas grandes cidades, crianças de todas as classes sociais não sabem diferenciar um pimentão de um rabanete. Ou um abacate de uma manga. Deter a epidemia é responsabilidade de todos (escola, governos, indústria). E um fato não pode ser desprezado: a obesidade é construída dentro de casa.

A maioria das pessoas engorda pela simples combinação de sedentarismo e erros alimentares. Se o corpo recebe mais energia do que consegue gastar, ela será estocada na forma de gordura. Graças a esse mecanismo, a espécie humana conseguiu sobreviver no tempo em que habitava cavernas, mal conseguia se proteger do frio e a comida era escassa. O que era uma vantagem na dura Pré-História tornou-se um problema no conforto do século XXI. Embora seja a mais frequente, essa não é a única causa de obesidade.

Em menos de 10% dos casos, o ganho de peso pode ser creditado a causas orgânicas, como distúrbios hormonais ou tumores. Sozinha, a genética justifica cerca de outros 5%. Basta uma alteração num único gene para que o excesso de peso ocorra desde os primeiros meses de vida, geração após geração. Na parcela restante, 85%, a obesidade é explicada por uma combinação de fatores: vários genes aumentam a predisposição ao ganho de peso, mas isso só ocorre se o ambiente favorecer. É aqui que entram as estranhas emoções, como na ficção de Jami Attenberg, e os hábitos aprendidos em família.

A FORÇA DOS HÁBITOS

Num sobradinho do Canindé, bairro de São Paulo, a geladeira e os armários parecem abastecidos para o caso de uma hecatombe impedir a família de ir às compras: mortadela, capelete, 5 quilos de linguiça, salsicha, três dúzias de ovos, picanha, lasanha, queijo coalho. Batata frita congelada, uma dezena de latas de molho de tomate, bolo de caixinha, pipoca de micro-ondas, biscoitos recheados, salgadinhos. Um engradado de uma marca de refrigerante que faz a dona da casa, diabética, acreditar que consome apenas água com sabor. Nem sinal de verduras e legumes. Quatro maçãs e duas peras representam o reino vegetal. “A feira é amanhã”, diz Raimunda Ferreira Lima, de 72 anos.

Os hábitos e a família Lima (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA e álbum de família)

A família de Raimunda é a síntese da nova classe C brasileira – aquela que chegou com fome e sede ao paraíso de consumo. Não há televisão, aparelho de som, congelados ultracalóricos, bugigangas doces e salgadas que a família não possa consumir. Tudo se tornou acessível, inclusive quatro modelos de grill George Foreman, anunciados na TV a cabo e comprados por impulso. As sonhadas soluções práticas para banir as frituras de casa raramente saem da caixa. A família compra unida e come unida.

“A vida melhorou, mas a saúde piorou”, diz Raimunda. “Aos 9 anos, não era gorda como minha neta nem tinha os problemas que ela já tem.” Em 1940, quando a avó nasceu, a desnutrição infantil era uma das maiores preocupações de saúde no Brasil. Da infância em Salvador à velhice em São Paulo, a trajetória de Raimunda e das duas gerações que vieram depois é um retrato da complicada transição vivida pelo país na alimentação. Em menos de um século, o Brasil substituiu algo muito ruim (a desnutrição) por algo ainda pior (a obesidade).

Quando Mundinha era bebê, a aspiração de toda mãe era criar filhos rechonchudos, uma imagem associada à riqueza e à saúde. Ela não era das mais gordinhas nem das mais magras. Não passou fome nem conheceu a fartura. Nos primeiros anos, brincava solta pelos quintais. Gastava, com facilidade, toda a energia fornecida pelas refeições preparadas em casa. Feijão, farinha, macaxeira, carne de porco. Fruta-pão, jaca, manga.
Os pais erram ao usar a
comida para demonstrar afeto.
Nada substitui o colo,
a atenção, a conversa 
A vida mudou quando a família migrou para São Paulo. Raimunda foi morar na Penha, na Zona Leste da capital. A base da alimentação era feijão, farinha, verdura, um torresminho e, raramente, um pedaço de carne. Foi uma adolescente cheinha, mas emagreceu quando começou a trabalhar. Ela conta que caminhava 5 quilômetros todo dia para ir e voltar da confecção onde pregava botões. Com as tias, aprendeu a fazer uma boa rabada, tradição que mantém ainda hoje. “Em primeiro lugar, não se deve remover a gordura da carne. Rabada tem de ser bem gorda”, diz. A foto do casamento de Raimunda mostra uma noiva de 42 quilos. A cada uma das seis gestações, ela engordava um pouco mais. Chegou aos 89 quilos quando a caçula, Miriam, completou 2 anos. A menina nasceu magrinha (2,4 quilos). Ganhou peso rapidamente nos anos seguintes. “Minha mãe sempre fez muita rabada, fritura, doces. Só coisa gostosa”, diz Miriam.

Na adolescência, ela chegou aos 97 quilos. Nos anos seguintes, entrou num contínuo engorda-emagrece – alimentado por dietas radicais, remédios e fórmulas para emagrecer. Aos 31 anos, trabalha como despachante. Quando fica ansiosa, devora doces. Vinte balas, uma atrás da outra, se o congestionamento for pesado. Os 90 quilos lhe parecem mal acomodados em 1,60 metro. Os antidepressivos não dão conta da tristeza. Miriam come mais e engorda mais.

Assim como os hábitos, a explicação para o ganho de peso é contagiante. “Dá ansiedade, e eu como”, diz Noemi, de 9 anos, 55 quilos, a filha única de Miriam. A menina nasceu com 2,5 quilos. Foi amamentada até os 3 meses e, desde então, adaptou-se aos costumes da casa e ao novo padrão de consumo.

– Gosto de bisnaguinha com requeijão e mortadela. Um dia, comi oito. Pizza boa é de frango com catupiry e bacon. Quatro pedaços.
– Você não passa mal?
– Às vezes, sim, mas aprendi. Antes de comer, preparo o sal de frutas e deixo o copo do meu lado.

Na escola, Noemi não se sente diferente. “As outras crianças são gordas. E as professoras também.” Não gosta de atividade física, mas queria ser mais leve. “Ser gorda cansa.” Ficou animada com uma aula de balé, mas não pôde continuar. “A meia-calça não passava na coxa”, diz a mãe.

Miriam não gosta de disputar comida com a filha. Por isso, toma providência de fazer duas compras de guloseimas. Uma fica estocada no quarto dela. A outra é da menina. Quase ao lado do sobradinho, há um posto de gasolina, equipado com loja de conveniência. Não faz muito tempo, Noemi ganhou R$ 100 de presente. Todo o dinheiro foi gasto ali, em pirulitos, balas, chocolates e salgadinhos. A menina sofre de bronquite, sinusite e dores nas pernas. O colesterol é alto (280 miligramas por decilitro de sangue), a ponto de superar a avó (230 mg/dL). Os médicos recomendam manter o colesterol total abaixo de 200 mg/dL. Raimunda tem hipertensão e diabetes. Aos 31 anos, Miriam sofre de insônia. Toma um indutor do sono que aumenta ainda mais seu apetite. Além dele, um antidepressivo e uma droga para evitar arritmia cardíaca. De vez em quando, sofre picos de hipertensão. Miriam tem uma convicção: “Comida vicia”.

30 passos para aprender e ensinar a comer (Foto: reprodução/Revista ÉPOCA)

No livro A bússola do prazer (sem edição no Brasil), essa ideia é discutida por David Linden, professor de neurociência da Universidade Johns Hopkins. Ele menciona estudos feitos a partir de imagens de ressonância magnética do cérebro dos obesos. Esses trabalhos revelaram a existência de uma alteração genética nos mecanismos cerebrais que regulam o prazer. Por isso, segundo ele, os obesos desejam mais comida e sentem menos prazer ao comer que os magros. “A ideia de que comer é um comportamento inteiramente consciente e voluntário está profundamente enraizada em nossa cultura”, diz Linden. “No entanto, não somos puro livre-arbítrio. Estamos sujeitos a forças subconscientes que influenciam nosso comportamento.”

Apesar desses estudos, ainda não existe suficiente evidência científica para demostrar que os alimentos viciam como se fossem drogas. “Para que uma substância seja considerada promotora de dependência, precisa seguir três etapas: a pessoa abusa dela, o organismo fica tolerante e, se deixa de consumi-la, sofre os graves efeitos da abstinência química”, afirma o psiquiatra Alexandre Pinto de Azevedo, coordenador do Grupo de Estudos em Comer Compulsivo e Obesidade do Hospital das Clínicas, em São Paulo. “Não é o caso da comida.” Entre os obesos que buscam tratamento para perder peso, 30% recebem o diagnóstico de compulsão alimentar, a ingestão descontrolada de grandes quantidades de alimento. Metade dos obesos mórbidos tem compulsão alimentar. As pessoas nascem com essa predisposição genética, mas o problema só se manifesta se o meio social (a influência comportamental dos pais) for favorável a isso.

Desde cedo, a criança desenvolve uma relação emocional com os alimentos. Os pais erram ao usar a comida para demonstrar afeto. Nada substitui o colo, a atenção, a conversa. Se a mãe sente culpa por passar muito tempo longe da criança, enchê-la de guloseimas quando volta para casa não resolve o problema. Cria outro. Os bons momentos não precisam estar frequentemente cobertos de açúcar e gordura para ser percebidos como expressões de amor.

A falta de afeto também engorda. As crianças podem crescer inseguras e frustradas. O estresse crônico provocado por esses sentimentos desregula o sistema fisiológico responsável pelo gasto calórico. O resultado pode ser o ganho de peso. Em outros casos, a comida funciona como um grande colo para as pessoas que têm dificuldade de lidar com frustrações. Quando uma contrariedade se apresenta, elas correm para um pacote de bolacha.

“Existe um funcionamento mental obeso, assim como existe um funcionamento mental magro”, diz a psicóloga Patricia Vieira Spada, do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O obeso não pensa no que o corpo dele precisa. “Ele quer satisfazer um desejo – não a fome.” Esse comportamento pode ser modificado, mas leva tempo.

A MALDIÇÃO DOS GENES

Cada um de nós chega ao mundo com instruções básicas de funcionamento guardadas nos genes. O ambiente pode fazer com que algumas dessas instruções sejam ignoradas ou excessivamente valorizadas. Essa interpretação do manual de fabricação começa antes mesmo do nascimento. As condições de vida dentro do útero da mãe podem alterar as ordens ditadas pelos genes. O útero de uma mãe obesa ou de uma mulher magra que engorda excessivamente durante a gestação (30 quilos ou mais) terá altos níveis de substâncias como glicose, insulina e leptina (o hormônio que regula o apetite). Elas podem alterar no feto a resposta da região cerebral responsável pelo comando da fome e da saciedade. Também podem aumentar a formação de células de gordura no bebê. Ao longo de toda a vida, ele terá facilidade para ganhar e acumular peso.

O mesmo pode acontecer num útero pobre em nutrientes. Se a mulher for magra demais e não engordar o suficiente durante a gestação, a criança pode nascer programada para estocar o máximo de energia. É uma resposta do organismo à privação. Durante a amamentação, a ação do ambiente continua. Bebês precisam ser amamentados durante pelo menos seis meses. A privação do aleitamento, muitas vezes associada à suplementação com farinhas e outros produtos inadequados, estimula o corpo a poupar. Quando a fartura alimentar chegar, a criança estará programada para estocar energia e ganhar peso com facilidade. Quando um dos pais é obeso, o risco de o filho ser gordo é de 40%. Se pai e mãe forem obesos, o índice sobe para 80%. A cada geração, o acúmulo de gordura ocorre mais precocemente. Principalmente se os hábitos de consumo da família mudaram para pior. As regras impostas pelos genes podem ser alteradas com mudanças ambientais e de comportamento. “As mães culpam a genética e se acomodam”, diz a endocrinologista Claudia Cozer, diretora do Núcleo de Obesidade do Hospital Sírio-Libanês. “É preciso escapar dessa armadilha.”

Os genes e a família França Pinto (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA e álbum de família)

Em alguns casos (a minoria, felizmente), nenhuma mudança de comportamento parece capaz de alterar a mensagem dos genes. Pedro França Pinto Marotti, de 21 anos, estudante de medicina, foi um bebê diferente. De repente, aos 2 anos, engordou 4 quilos. Um exame de sangue revelou que ele já tinha colesterol alto. Nasceu ali sua história de controle alimentar e preocupação com atividade física. O rápido e precoce ganho de peso mostrava a repetição de uma sina da família. Pedro seria obeso como a mãe, os tios e os avós. A mãe (a professora Ana Claudia) estava em guerra contra a balança desde a infância. Antes mesmo de engravidar, sentia medo de ter um filho obeso. Ela e cada um de seus três irmãos chegaram a pesar mais de 100 quilos em algum momento da vida. Pedro mal falava quando começou a fazer dieta. Chorava e dizia que alguém havia colocado água na mamadeira. Era o leite desnatado, o primeiro de muitos cuidados e restrições alimentares que marcariam a infância e a adolescência.

“Minha relação com a comida sempre foi conflituosa”, diz Pedro. “Todos os meus amigos tomavam lanche na cantina. Nunca pude levar dinheiro. Pedia o resto do sanduíche deles para matar a vontade.” Na infância e na adolescência, uma nutricionista planejava a dieta rigorosa. A atividade física era intensa: cinco horas e meia de treinamento de natação todas as semanas.

Na época do cursinho pré-vestibular, Pedro abriu mão da piscina. Apesar da dieta de 1.200 calorias, foram necessários apenas três anos para que o peso do adolescente de 1,65 metro saltasse de 62 para 103 quilos. Aos 17 anos, sentia fome como nunca. Começou a tomar sibutramina, um remédio para emagrecer. Em seis meses, a droga deixou de fazer efeito. A solução radical foi a redução de estômago, em 2009. Quatro anos depois, Pedro pesa 60 quilos. “Um mês depois da cirurgia, comi minha primeira refeição, ajeitada num pires pequeno: arroz, feijão, espinafre e um bifinho. Foi a melhor da minha vida.”

Ana Claudia foi operada um ano antes do filho. Tinha 103 quilos, colesterol e glicemia elevados, gordura no fígado. A endocrinologista foi peremptória: “Ou você emagrece ou largará dois filhos por criar”. Hoje, Ana pesa 61 quilos. Aos 8 anos de idade, já tomava remédios para emagrecer. “Quando era adolescente, ir à praia era um sofrimento, porque 90% das pessoas eram saradas. Hoje, 90% são gordos, inclusive a garotada”, diz Ana.

Cozinhar nunca foi o forte de Maria Antonieta, mãe dela e avó de Pedro. A empregada da família fazia o trivial. Na lata de feijão, Antonieta guardava bananinhas açucaradas. Quando não havia doce em casa, pegava um pão, retirava o miolo, passava manteiga e jogava açúcar por cima. “Aquilo preenchia um buraco”, diz. Um buraco emocional resultou do casamento com um homem ciumento, que abusava do álcool. O marido acordava de madrugada para procurar indícios de traição nas bolsas da mulher. Ela e os filhos viviam em constante tensão. Aos 19 anos, já casada, Antonieta começou a engordar. Em vários momentos, passou dos 100 quilos. O casal se separou há 16 anos. Pouco tempo depois, o ex-marido morreu. Nos últimos anos, ela passou a comer menos. Está satisfeita com os 69 quilos e diz não sentir fome.

A história da família Marotti – três gerações em luta contra a obesidade – começou com o casamento de Antonieta e Ernesto. Ambos engordavam com facilidade e eram primos de primeiro grau. A predisposição genética ao ganho de peso parece ter se fortalecido geração após geração, até acertar Pedro em cheio. Ele ainda vigia as calorias que coloca no prato. A possibilidade de recuperar o peso o apavora. “Não quero voltar a ser julgado por minha aparência. Eu me sentia como um cachorro que geme e, ainda assim, alguém esfrega o focinho dele no chão”, diz. Pedro pretende se especializar em cirurgia bariátrica. Quer ser capaz de oferecer um último recurso aos obesos, quando mais nada for capaz de alterar as emoções, os hábitos e os genes.







Apetitosos e pesados (Foto: Sendi Morais/ÉPOCA)

Fonte: Revista Época

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Os embutidos “metidos a saudáveis” realmente fazem bem para a saúde?

O que vocês acham? Confira, pois pode ser uma dúvida sua. Eu simplesmente tou "PASSADINHA DA SILVA".
Será que é verdade mesmo?
Ingredientes

Blanquet de Peru Light Sadia

blanquet sadia1
Peito de peru, água, fécula de mandioca, maltodextrina, sal, proteína de soja, regulador de acidez lactato de sódio, aromas naturais, aromas naturais de pimenta preta, vermelha e branca, aroma natural de fumaça, estabilizantes tripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, antioxidante eritorbato de sódio, realçador de sabor glutamato monossódico, conservador nitrito de sódio, corante carmim.
Esse é o Blaquet que ~alucina~ a família da nossa leitora hehehe. Já viram que é uma quantidade enooorme de produtos, certo? Vamos ver quais são os principais aspectos dos ingredientes:
  • O peito de peru está em primeiro lugar, ou seja, é o ingrediente em maior quantidade.
  • No entanto, se somarmos todos os outros ingredientes, o pobre peito de peru sai perdendo coitado. Encontramos a fécula de mandioca como terceiro ingrediente em maior quantidade. A fécula de mandioca, também conhecida em algumas regiões brasileiras como polvilho doce ou goma, é um pó fino branco, inodoro e insípido. Trata-se de polissacarídeo natural, da família química dos carboidratos constituídos de cadeias lineares (amilose) e cadeias ramificadas (amilopectina). Obtém-se a fécula à partir das raízes da mandioca, após descascamento, trituração, desintegração, purificação, peneiramento, centrifugação, concentração e secagem*. Gente, o que isso está fazendo em um alimento que era pra ser “carne”?
  • Encontramos maltodextrina, um carboidrato de alto índice glicêmico. Além disso, também contémproteína de soja! Esses ingredientes não são prejudiciais, mas não esperávamos encontrar nesse tipo de produto. Esse embutido parece uma colcha de retalhos, viu?! Inclusive, a proteína de soja aparece em TODOS os embutidos analisados.
  • Os prejudiciais vem agora! Uma lista imeeeensa de aditivos alimentares, os quais incluem oglutamato monossódico. Ele é bastante utilizado na indústria de alimentos (em salsichas, carnes, temperos prontos…) e, por isso, o seu consumo está aumentando, cada vez mais, ao redor do mundo. Alguns estudos mostram que o glutamato monossódico pode causar intoxicação, pois o ingerimos em grandes quantidades. Além disso, ele pode alterar o metabolismo da fome e da saciedade,aumentando o apetite**, podendo também aumentar o risco de sobrepeso, pressão arterial e diabetes tipo II.***
    Percebam também que o produto ainda contém sal comum além do glutamato monossódico. Isso contribui para o aumento do sódio na porção, o que vocês vão ver mais adiante nas informações nutricionais.
  • Nem vamos falar sobre o aroma natural de fumaça! (?????) É adicionado aos alimentos aos quais se deseja conferir sabor de defumado. Encontramos também “aromas naturais” sem especificação e aroma natural de pimenta preta, vermelha e branca. Por que não colocam as pimentas de verdade, então?!

Peito de Peru Light Sadia

peito defumado sadia1
Peito de peru, água, sal, proteína de soja, sal com reduzido teor de sódio, açúcar, estabilizantestripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, aromatizante, antioxidante eritorbato de sódio, conservadornitrito de sódio, corante carmim.
  • Aquele blanquet foi a treva, então vamos olhar esse outro embutido da Sadia, o qual possui bem menos ingredientes. Esse não contém a maltodextrina, o glutamato monossódico e o aroma de fumaça! :)
  • Por outro lado, contém açúcar (por quê????) e outros diversos conservantes que praticamente todos os embutidos apresentam.
  • Um deles é o nitrito de sódio, presente em todos os embutidos analisados. A utilização do conservante nitrito de sódio (NaNO2), que está inteiramente ligado à quantidade ingerida em contato com substâncias do trato gastrointestinal, reage formando nitrosamina. Surge um metabólito carcinogênico (isso mesmo, pode causar câncer!), devido à temperatura e ao ambiente ácido. Por essa razão, deve ser reduzida a ingestão de nitritos os quais podem ser encontrados em alimentos defumados ou curados como carnes, peixes, linguiças e salsichas.****

Presunto Cozido Sadia

presunto sadia1
Pernil suíno, água, sal, proteína de soja, maltodextrina, estabilizantes tripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, espessante carragena, antioxidantes eritorbato de sódio, realçador de sabor glutamato monossódico, conservador nitrito de sódio, aromatizantes e aromas naturais de pimentas vermelha e preta.
  • No presunto da Sadia também não vemos muitas novidades boas. Continua a proteína de soja, a maltodextrina, o glutamato monossódico, o nitrito…. E esse tripolifosfato de sódio que também aparece em TODOS os embutidos! A capacidade de retenção de água da carne é melhorada através do uso de sais e fosfatos alcalinos. O sal e os fosfatos tais como o pirofosfato de sódio, o hexametafosfato de sódio e o tripolifosfato de sódio ajustam o pH do sistema e favorecem a expansão das fibras da proteína da carne, permitindo a hidratação das mesmas.*****

Chester Fatiado Perdigão

chester perdigão1
Carne de ave, água, proteína isolada de soja, sal, fécula, açúcar, regulador de acidez lactato de sódio, estabilizante tripolifosfato de sódio, espessante carragena, aromas naturais (com pimenta), antioxidante isoascorbato de sódio, conservador nitrito de sódio.
  • Não pense que mudando a marca, você encontrará aditivos diferentes. Até agora vimos a Sadia e passando para a Perdigão, encontramos praticamente os mesmos ingredientes. Felizmente não possui glutamato monossódico, mas os outros conservantes estão marcando presença. Fora que “carne de ave” é uma informação meio vaga, não acham?  O destaque na parte da frente da embalagem diz ser carne de peito, porém atrás eles não se comprometem dizendo que parte da ave é a utilizada… será que é peito mesmo?

Peito de Peru Light Seara

peito de peru seara1
Peito de peru, água, proteína isolada de soja, especiarias naturais (cravo, pimenta vermelha, pimenta preta, noz moscada, canela e extrato de orégano, maltodextrina, sal, açúcar, aroma natural de fumaça, regulador de acidez lactato de sódio, antioxidantes eritorbato de sódio, estabilizantes tripolifosfato de sódio e polifosfato de sódio, espessante carragena, acidulante ácido lático, realçador de sabor glutamato monossódico, acidulante ácido cítrico, antioxidante ácido ascórbico, conservador nitrito de sódio, corante natural carmim de cochonilha.
  • Então passamos para a marca Seara e….GENTEEE o que é isso?! Pela embalagem parece que estamos prestes a consumir algo super light e saudável e quando lemos os ingredientes…SUSTO! Tem de tudo e mais um pouco! A única vantagem é a presença das especiarias naturais, mas vamos combinar que isso não compensa o uso de taaaantos aditivos alimentares!

Peito de Frango Light Seara

peito de frango seara1
Carne de frango, água, fécula de mandioca, maltodextrina, proteína vegetal de soja, especiarias naturais (pimenta branca, alho, cebola, cravo e extrato de orégano), sal, açúcar, regulador de acidez lactato de sódio, espessante carragena, antioxidantes eritorbato de sódio, acidulantes ácido lático e ácido cítrico, conservador nitrito de sódio e realçador de sabor glutamato monossódico.
  • O peito de frango é um pouco menos tenebroso quando comparado ao peito de peru, mas ainda assim apresenta muuuitos aditivos!
Olhando os ingredientes vocês podem perceber que não tá fácil pra ninguém, não é mesmo?! Como saber qual deles é o menos pior, com tanta porcaria nos ingredientes?
Como vocês já sabem, aqui nós sempre levamos em consideração as informações nutricionais para fazermos as análises. Então, bora lá!
INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS
comparação informações nutricionais rótulos embutidos seara perdigão sadia
Obs: Padronizamos todos os produtos para 40 g, que representa em torno de 2 fatias, para fins de comparação.
  • CALORIAS: O produto menos calórico, acreditem, é o Presunto da Sadia! Ele era um dos poucos que não dizia LIGHT ou “baixo teor de gordura” na embalagem. Apresenta somente a descrição “sem capa de gordura”.  Todos os outros mais ou menos se equivalem na quantidade de calorias, sendo o mais calórico o Chester da Perdigão.
  • PROTEÍNAS: Queremos proteínas, afinal, estamos consumindo “carne” teoricamente… Os produtos que apresentam as maiores quantidades são os Peitos de Peru da Sadia e da Seara e o Chester da Perdigão. Mas, vamos lembrar que TODOS apresentam proteína de soja, que apesar de possuir um alto valor biológico, é de origem vegetal.
  • GORDURAS: Quanto às gorduras totais, encontramos uma grande diferença entre o Peito de Peru da Seara (0,2 g) e o Peito de Frango da Seara (1,2 g). As outras marcas ficam com os valores intermediários. Já nas gorduras saturadas, encontramos pouca quantidade (comprovando que as carnes aí passaram longe meesmo!). Infelizmente, somente 2 produtos apresentaram a quantidade degorduras mono e polinsaturadas, as quais, quando consumidas em quantidade adequada, fazem bem ao organismo.
  • SÓDIO: corram para as colinass!!!!!! TODOS apresentam muuuuito sódio!!! A legislação dos rótulos******, ainda considera 6 g de sal por dia o recomendado. Segundo as novas referências daOrganização Mundial de Saúde, esse valor passaria para 5 g/dia. Assim, se convertermos o percentual para a nova recomendação, os produtos apresentariam entre 15,7% (Blanquet e Peito de Peru Sadia) e 25,6% (Peito de Frango Seara) do valor máximo recomendado de sódio em uma porção (aproximadamente 2 fatias).  Ao fazer um sanduíche, o sódio do pão francês acrescenta mais 286 mg em média à soma sem contar com o queijo, por exemplo!
Os produtos Blanquet de Peru Sadia, Peito de Peru Light Sadia, Peito de Frango Seara e Peito de Peru Light Seara apresentam a palavra LIGHT na embalagem, com os dizeres “baixo teor de gordura, menor que 3%”. O peito de Chester não diz ser light, mas também fala em baixo teor de gordura.
Light é o termo utilizado em alimentos produzidos de forma que sua composição reduza em, no mínimo, 25% o valor calórico ou algum nutriente, tal como açúcar, gordura total, gordura saturada, colesterol e sódio comparado com o produto tradicional ou similar de marcas diferentes.
Nesses casos, os fabricantes não afirmaram na embalagem com quais produtos foram comparados.
Ranking do Fechando o Zíper (considerando ingredientes + informações nutricionais + embalagem):
1º Peito de Peru Light Sadia
2º Chester Fatiado Perdigão
3º Presunto Cozido Sadia
4º Blanquet de Peru Sadia
5º Peito de Frango Seara
6º Peito de Peru Light Seara
SAIBA MAIS: de onde surgiu essa “nhaca” toda?
A origem dos embutidos data de 500 a. C., com fabricação em escala artesanal ou familiar, o que resultou em um grande número de variedades associadas com os nomes dos locais onde eram produzidas, por exemplo, salame de Génova. Os embutidos podem ser classificados em três categorias gerais: frescos, cozidos ou defumados e secos. Em muitos destes, especialmente os secos e semisecos, o “bouque” é conseqüência de fermentação bacteriana, como as do tipo frankfurt. Os embutidos têm como principais ingredientes partes do animal pouco nobres e de difícil comercialização, sendo mais desejáveis aquelas com capacidade de retenção de água. A quantidade de água adicionada não deve ultrapassar 10% de quatro vezes a proteína de origem animal. Como agentes de cura são usados sal, nitratos e nitritos e açúcares. Também os condimentos e aditivos intencionais, os quais têm a finalidade de melhorar aspectos da qualidade tecnológica, se destacam como importantes ingredientes na produção desses alimentos.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Livre-se da prisão de ventre e desinche a barriga


Galeraaaaaaaaaaaaaa eu sofroooooooooooooo com isso viu? Já cheguei a ficar uns 15 dias sem ir ao banheiro... Massssss agora não vou ficar maisssssssssssssssssss... Ultimamente tou "visitando" o banheiro quase todos os dias e nem sabia o pq... agora eu sei. hehehehe... Vejam ai... Muito legal a matéria.



Travou. De novo. Você já nem se lembra qual foi sua última ida ao banheiro? Intestino de mulher é coisa complicada mesmo. Cheio de caprichos, fica preguiçoso ao menor sinal de turbulência emocional - medo de perder o emprego, ciúme do namorado, desânimo com os quilos a mais. Pode também desandar. A prisão de ventre, porém, é a queixa mais frequente. Além do óbvio desconforto, o acúmulo de gases infla a barriga e derruba o visual.Tudo o que mulher nenhuma quer, certo? Será que existe algo de novo no front para atacar o mal? O que há, na verdade, é um estudo de fôlego que confirma o que já se suspeitava: incluir atividade física na rotina provoca efeitos mecânicos no intestino, aumentando o fluxo sanguíneo em toda a região abdominal, melhorando o tônus muscular e favorecendo, assim, os movimentos que fazem o órgão funcionar todos os dias. A megapesquisa, conduzida pela Oxford University, na Inglaterra, estudou o estilo de vida de 20630 homens e mulheres e comprovou a influência dos exercícios para um bom ritmo intestinal. Estes são os quatro melhores:

1. Pular corda. Vinte minutos é o suficiente para aumentar o fluxo sanguíneo para o intestino. Se você estiver fora de forma, suas pernas e joelhos vão se ressentir. Por isso, comece a pular um pouco por dia sobre um tapete macio, para amenizar o impacto, e vá aumentando o ritmo gradativamente. Também vale pular sobre uma minicama elástica (sem a corda, claro!) - Essa é ótima... Juro que não sabia... E olhe que meu intestino está funcionando direitinho viu?

2. Caminhar rapidamente. O tempo ideal para movimentar os órgãos do trato digestivo fica entre 35 e 45 minutos.

3. Praticar ioga. As melhores posturas são as que contraem o abdômen e as flexões para a frente. 

4. Ficar de cócoras. Nessa posição - e com o tronco curvado para a frente o máximo que puder -, você "acorda" o intestino. Algumas práticas, como a ioga e a ginástica natural, exercitam esse movimento, mas você pode fazê-lo em casa uma vez por dia, durante mais ou menos um minuto.

A vida sem amarras

Adotar estes bons hábitos diários é obrigatório
• Pratique atividade física
• Faça as refeições em horários regulares
• Beba de oito a dez copos de água
• Inclua fibras no cardápio, comendo verduras, legumes, frutas e cereais integrais
• Tome iogurtes probióticos e/ou leites fermentados

Coisa de mulher

Nós tendemos a sofrer quatro vezes mais com essa chateação do que os homens. Por quê? O Estudo SIM Brasil - Saúde Intestinal da Mulher, feito pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) em parceria com a Danone Research, centro de pesquisa da empresa de produtos lácteos, investigou 3500 mulheres de dez cidades brasileiras e chegou a quatro conclusões principais, que confirmam aquilo que nós, mulheres, já sabíamos.

1. O intestino tem forte influência sobre nossas emoções. Stress, nervosismo, ansiedade e raiva podem dificultar os movimentos peristálticos que levam ao esvaziamento do conteúdo intestinal. "O órgão é o segundo local do corpo com maior enervação e funciona como uma caixa de ressonância dos sentimentos", explica o gastroenterologista José Galvão Alvez, presidente da FBG. "Por isso, é o que mais sofre a somatização - um processo pelo qual distúrbios de origem emocional se traduzem em algum tipo de mal-estar físico."

2. O sexo feminino está sujeito a estímulos hormonais que influem no funcionamento do intestino. Para você ter uma ideia, no período de ovulação, entre o décimo e o 16º dia do ciclo menstrual, quando aumenta o nível de progesterona (o hormônio que prepara o corpo para a gravidez), diminuem os movimentos do tubo digestivo. Por isso fica tão difícil fazer o número 2 nesse período.

3. A constipação está diretamente relacionada a comportamentos sociais. Quantas vezes você já não adiou a ida ao banheiro, apesar da vontade, porque não estava em casa, porque saiu da rotina, por pura pressa, para não se retirar no meio de uma reunião de trabalho ou por achar que tinha outras prioridades? "Quem age assim envia ao cérebro a mensagem de que a necessidade fisiológica deve ser reprimida", fala a psicóloga Pamela Magalhães, especialista clínica e hospitalar. "Isso acaba condicionando o intestino a não funcionar." 

4. Hábitos alimentares também têm tudo a ver com o problema. Dieta pobre em fibras, aliada a baixo consumo de líquidos, retarda o trabalho intestinal. E quanto mais tempo as fezes permanecem presas, maior será a dificuldade de expulsá-las. Isso porque o bolo fecal aumenta a cada dia. "Embora não haja estudos científicos conclusivos sobre o papel das fibras na prevenção de doenças inflamatórias, tudo indica que elas ajudam a eliminar toxinas irritantes das paredes do órgão - toxinas que, em tese, podem levar ao risco de câncer", diz José Galvão Alvez. Esse grande mapeamento da saúde intestinal feminina no país constatou que duas em cada três mulheres sofrem algum tipo de distúrbio intestinal - com prevalência de prisão de ventre, gases, inchaço e sensação de peso. Entre as pesquisadas, 57% declararam que o problema afeta a vida sexual, 69% relataram alterações de humor e 50% queixaram- se de cansaço e perda de concentração. O desconforto mexe também com a autoestima. O acúmulo de gases faz a barriga crescer e aparecer, você se sente feia, a última das criaturas. E, aí, cadê clima para o romance entre quatro paredes? A vida sexual vai para o brejo.

Tema tabu

O tema é tratado como um tabu pelas próprias mulheres. Dificilmente tocam no assunto. Segundo o estudo, 75% das pesquisadas não ficam à vontade para mencionar o problema nem mesmo para o médico de confiança. "É como se o intestino não fizesse parte do corpo feminino", observa a psicóloga Pamela Magalhães. "Esse distanciamento explica por que tantas mulheres se referem ao intestino como uma terceira pessoa. Falta criar mais intimidade com esseórgão e é preciso ter claro que emoções mal resolvidas se traduzem em prisão de ventre." A antropóloga Mirian Goldenberg aponta aspectos culturais e sociais como corresponsáveis pelos problemas intestinais. "Desde criança, a mulher vai assimilando o conceito de que fazer cocô é algo sujo e inveja o homem porque faz xixi em pé e não corre o risco de pegar doença no vaso. Ela sente vergonha se numa festa for flagrada dirigindo-se ao banheiro. Quer preservar uma autoimagem de princesa cor-de-rosa, um ser etéreo que não tem necessidades fisiológicas e nem gases solta." É preciso se libertar dessas amarras que provocam a prisão de ventre, proclama. De que maneira? "Levando a vida com mais leveza, pondo mais humor em tudo o que fizer, deixando de sofrer porque soltou um punzinho durante o sexo!", diz a antropóloga. Intestino não tem vontade própria. Quem tem de estar no comando é você. Então, nada de minimizar o problema e achar que vai passar sozinho. Não vai. Faça a sua parte. Do contrário, você vai perdendo a vontade de ir ao banheiro. E aí o distúrbio pode até virar doença crônica. Para que o intestino funcione direitinho, siga o roteiro dos hábitos saudáveis de alimentação e atividade física. E, aí, adeus prisão de ventre!

Fibras para que te quero

Elas dão a maior força para o intestino - a recomendação é ingerir cerca de 25 gramas por dia. Estas são algumas das boas fontes 

• Farelo de trigo (1/2 xícara de chá): 24 g
• Chia (1/2 xícara de chá): 21 g
• Pinhão (10 unidades): 7 g
• Goiaba (unidade média): 5 g
• Pão integral (2 fatias médias): 5 g
• Batata-doce (unidade média): 4 g
• Brócolis (pires de chá): 3 g
• Quinua (1/2 xícara de chá): 3 g
• Flocos de aveia (1/2 xícara de chá): 3 g
• Pipoca pronta (1 ½ xícara de chá): 2 g

Solúveis ou insolúveis?

"Ambos os tipos de fibras beneficiam o intestino", responde a nutricionista Vanderlí Marchiori, vice-presidente da Associação Paulista de Fitoterapia. As insolúveis, que não são absorvidas pelo corpo, aumentam o volume das fezes e facilitam a eliminação. Estão nas verduras, legumes, farelos, cereais e grãos. "Feijão e grão-de-bico devem ser consumidos sem sua película natural, que apresenta um fator antinutricional, que não é digerido, fermenta e forma gases", explica a nutricionista. As fibras solúveis, que se ligam à água, formando uma espécie de gel no intestino, são encontradas na aveia, na maçã, na laranja, no limão, na lima, na pera e nas leguminosas. Como absorvem água, é preciso beber muito líquido para que cumpram seu papel. "As frutas que mais colaboram com o intestino são a manga, o maracujá e a maçã com casca", diz Vanderlí.

Tire suas dúvidas

O intestino precisa funcionar todos os dias?
Não dá para precisar a frequência ideal, que varia de pessoa para pessoa. Evacuações diárias não são necessariamente normais e as menos frequentes não indicam obrigatoriamente um problema. Na prisão de ventre, tanto pode haver uma lentidão do trânsito, como é possível ocorrer um funcionamento diário, mas com volume reduzido e fezes difíceis de eliminar. Por isso, é importante a sensação de que o intestino foi completamente esvaziado 

Laxantes podem ajudar?
Sim, desde que haja indicação médica. Alguns tipos são capazes até mesmo de agravar a constipação ou provocar lesões no revestimento interno do intestino.

Posso usar laxantes homeopáticos?
Assim como os alopáticos, os medicamentos homeopáticos também podem apresentar compostos químicos prejudiciais ao organismo quando usados sem orientação. 

Os chás são eficientes?
Algumas plantas, como o alecrim, inibem a formação de gases. Outras, como a hortelã e o ruibarbo, funcionam como laxantes naturais. Mas cuidado: ervas também são tóxicas. As mais perigosas são a cáscara-sagrada e o sene, embora também ajudem no funcionamento do intestino. Para qualquer tipo, a recomendação é: tome três xícaras por dia, no máximo. 

Suplementos de fibras são eficazes?
Sim, ajudam no trânsito intestinal e até dão saciedade, mas não devem substituir frutas, legumes, verduras e cereais integrais - as principais fontes de fibras solúveis e insolúveis. Os suplementos são bons coadjuvantes de uma dieta com déficit de vegetais. Os mais comuns são os pós à base de casca de maracujá, uva, maçã, chia, e farelo de aveia.






Fonte: Boa Forma






quinta-feira, 9 de maio de 2013

Conheça 25 inibidores naturais de apetite


Alguns alimentos funcionam como inibidores de apetite. Além de dar sensação de saciedade, esses produtos naturais ainda têm poucas calorias, por isso são ideia para quem quer perder peso. Confira a lista organizada pela revista Shape desses alimentos poderosos:

1. Amêndoa
Ela é uma ótima fonte de antioxidantes, vitamina E e magnésio. Mas esses não são os únicos benefícios da amêndoa. Segundo estudos, ela é capaz de aumentar a sensação de saciedade e ajuda a controlar o peso.

2. Café

Se consumido em excesso essa bebida pode deixá-la agitada e nervosa. Porém, o café em uma quantidade moderada, de uma ou duas xícaras por dia, pode acelerar o metabolismo e inibir o apetite. Isso acontece devido à cafeína e aos antioxidantes presentes na semente do café. Porém, o açúcar e o creme podem suspender esses efeitos positivos.








3. Gengibre
Por centenas de anos muitas culturas usaram essa raiz pelo seu poder digestivo. No entanto, o gengibre também funciona como um estimulante que energiza o corpo e melhora a digestão, fazendo com que você sinta menos fome. Por isso, vale incluí-lo em sucos e pratos do seu dia a dia.

4. Abacate
Rico em fibras e gordura saudável, essa fruta pode inibir o apetite, quando consumida com moderação. Na verdade, é justamente a gordura do abacate envia sinais ao nosso cérebro para avisar nosso estômago que ele está cheio.

5. Pimenta
De acordo com pesquisa publicada no jornal Physiology & Behavior, apenas uma colher de chá de pimenta caiena pode acelerar o metabolismo e fazer seu corpo queimar 10 calorias por conta própria. Já no caso de pessoas que não costumam comer comidas apimentadas com frequência o efeito dessa pimenta pode ser ainda maior, chegando a queimar até 60 calorias. Experimente adicionar um pouco desse tempero em duas refeições por dia por um mês.

6. Maçã
Aqui não importa se você prefere maçã vermelha ou verde, pois as duas têm o poder de diminuir sua fome. Essa fruta é rica em fibras solúveis e pectina, que cria um efeito de saciedade. A maçã também ajuda a regular a quantidade de açúcar no sangue e aumenta o nível de energia no corpo. Ela é uma boa opção para lanches por que exige uma mastigação lenta, dando tempo suficiente para seu corpo perceber que está satisfeito.

7. Ovo
Estudos revelam que comer um ou dois ovos no café da manhã faz com que as pessoas se sintam mais cheias do que ao ingerir um pão com a mesma quantidade de calorias. Isso seria refletido durante o resto do dia, já que durante a pesquisa aqueles que começaram comendo um ovo ingeriam em média 330 calorias a menos do que os demais.

8. Água
Controlar seu apetite pode ser mais simples do que você imagina. De acordo com um estudo publicado em 2012, pessoas que bebem dois copos de água antes das refeições comem entre 75 e 90 calorias a menos do que aquelas que não tomaram água.

9. Batata doce

Segundo cientistas, esse tipo batata contem uma espécie especial de amido que resiste a enzimas digestivas, fazendo com que ela fique no estômago por mais tempo mantendo seu corpo saciado. A batata doce também é rica em vitamina A e C.
















10. Ameixa umeboshi

Tem um desejo louco por doces? Às vezes a solução pode estar em um alimento azedo. A ameixa umeboshi ou em conserva pode ser uma ótima opção para segurar essa ansiedade por doces.










11. Sopa de vegetais
Uma sopa de legumes quentinha pode encher você quando está com pressa e ainda manter sua fome longe com poucas calorias. Tente tomar uma xícara desse tipo de caldo antes da próxima refeição ou substituir o jantar por uma grande tigela de sopa.

12. Chocolate amargo
Quem não dispensa uma sobremesa a solução pode estar no chocolate meio amargo. Experimente saborear um ou dois pedaços de chocolate com pelo menos 70% de cacau bem devagar. Ele ajuda a reduzir seu desejo por açúcar e ainda envia sinais de saciedade para o corpo. O ácido esteárico do chocolate meio amargo ainda ajuda a desacelerar a digestão. Se achar que ele é amargo demais para seu paladar tente ingerir o doce junto com uma xícara de café preto.

13. Tofu

Rica fonte de proteína vegetal, o tofu não é bom apenas para vegetarianos. Ele é risco em um composto chamado genisteína, que tem se mostrado eficiente para inibir o apetite e diminuir a ingestão de calorias. Por isso, vale adicionar o tofu em algumas de suas refeições.








14. Wasabi

Já notou que geralmente quando comemos sushi parecemos ficar saciados com menos quantidade de comida do que normalmente é necessário? Parte disso é devido ao peixe, mas o molho verde, conhecido como wasabi, que costuma acompanhar o prato também tem participação nesse efeito. Seu sabor picante suprime o apetite e ainda funciona como um anti-inflamatório natural.






15. Chá verde
Se você não é fã de café, experimente substituir a bebida por uma xícara de chá verde. Ele pode diminuir sua vontade de beliscar e, segundo nutricionistas, as catequinas existentes nele ajudam a inibir o movimento da glicose em direção às células adiposas. Isso ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e quando sua glicose está estável você sente menos fome.

16. Aveia
Embora seja rica em carboidrato, ela tem uma digestão lenta e faz com que você se sinta saciada por horas. A farinha de aveia suprime o hormônio da fome e possui baixo índice glicêmico.

17. Suco de vegetais
Se você acha que esse tipo de bebida é apenas uma forma de inserir mais vegetais em sua dieta está enganada. Esse suco também é uma forma de enchê-la. Quando a pessoa toma um copo de suco de vegetal antes de uma refeição ingere em média 135 calorias a menos. Prefira as versões com baixo índice de sódio, para garantir que a bebida não a deixará inchada.

18. Folhas verdes
Se você procura um alimento nutritivo que vai saciá-la por horas escolha vegetais de folhas verdes. Couve, espinafre, acelga, esses alimentos fibrosos podem ser ingeridos crus ou refogados com pouco azeite e vão manter sua fome sob controle.

19. Salmão
Quando você come peixes como salmão, que são ricos em ômega 3, seu corpo aumenta o índice de leptina em seu sistema. Esse hormônio é responsável por enviar a mensagem de saciedade ao cérebro. Outras boas opções de peixes com o mesmo efeito são atum e arenque.

20. Canela
A próxima vez que comer um cereal, aveia, fruta ou até café, adicione um pouco de canela. Assim como o que acontece com outros temperos como cravo e gengibre, ela ajuda a diminuir os níveis de açúcar no sangue, o que faz com que ajude a controlar sua fome

21. Leite desnatado
Se você tende a atacar tudo que vê pela frente durante a TPM experimente beber leite desnatado. Estudos mostram que mulheres que consomem pelo menos uma porção de produtos lácteos por dia durante as duas semanas anteriores à menstruação têm uma diminuição significativa de seu impulso de consumir guloseimas, doces e carboidratos processados.

22. Molho picante
Quando se trata de diminuição de apetite quanto mais picante melhor. Portanto, adicione Tabasco em seu burrito, ovo mexido ou até sopa. Esse tipo de tempero a impede de comer demais e a ajuda a se sentir mais cheia.

23. Sementes de linhaça

Com um mix nutricional de fibras solúveis e ácidos essenciais, as sementes de linhaça são o complemento perfeito para o seu iogurte, sua vitamina ou salada. Outras sementes integrais também tem efeito parecido na função de mantê-la saciada.







24. Salada
Se você quer manter sua fome sob controle coma uma pequena salada antes de encarar as refeições. Você só precisa de uma xícara ou duas de vegetais para que seu cérebro entenda que você já esta ingerindo nutrientes e calorias. Seu estômago demora aproximadamente 20 minutos para enviar o sinal de saciedade, então comece a refeição pela salada, assim você vai consumir menos calorias para matar sua fome.

25. Whey Protein
A proteína é conhecida como inibidora de apetite, mas parece que a whey protein, ou proteína do soro do leite, é ainda mais eficiente nesse quesito. Uma pesquisa recente mostra que depois de consumir uma refeição líquida com esse tipo de proteína as pessoas tendem a consumir significativamente menos calorias na refeição seguinte.


Fica a dica!!!

Beijos


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